No Evangelho do próximo Domingo, Jesus afirma algo que desorienta, difícil de entender e de conciliar com a ideia da misericórdia infinita de Deus.

«Em verdade vos digo: Tudo será perdoado aos filhos dos homens: os pecados e blasfémias que tiverem proferido; mas quem blasfemar contra o Espírito Santo nunca terá perdão: será réu de pecado para sempre».

Desconfio que vários leitores, superado o choque da descoberta da existência de um pecado que não terá perdão, perguntem prontamente: «Qual é, concretamente, esse pecado? O que significa blasfemar contra o Espírito Santo?»

A afirmação de Jesus surge no contexto de um debate sobre a Sua identidade e, tal como nos ensina São Paulo: «ninguém pode dizer: “Jesus é Senhor”, a não ser pela ação do Espírito Santo» (1Cor 12,3). A blasfémia contra o Espírito Santo seria negar a verdadeira identidade divina de Jesus.

Hoje em dia já não se ensinam às crianças os seis pecados contra o Espírito Santo que antigamente se estudavam e memorizavam no Catecismo do Papa Pio X, porque percebemos que se tratavam de 6 manifestações de um só e mesmo pecado: rejeitar Deus a tal ponto de impedi-lo de nos perdoar e salvar.

O pecado contra o Espírito Santo é “imperdoável”, porque é o próprio pecador quem impede Deus de perdoá-lo. Deus respeita a nossa liberdade e não perdoará quem negar firmemente a Redenção que Ele oferece.

Padre Carlos Caetano

Padre Carlos Caetano

padrecarloscaetano.blogspot.com

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