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«Portanto, não separe o homem o que Deus uniu». Com estas palavras Jesus apresenta no Evangelho do próximo domingo, dia 3, o ideal do matrimónio cristão: um ideal alto, bonito e ambicioso, a que corresponde um caminho muitas vezes árduo e exigente.

A Igreja não renuncia ao modelo de casamento apresentado por Jesus (não pode; não quer), mas reconhece a gradualidade do projeto e vê nas palavras de Cristo o “rumo” que cada casal deve dar à própria vida. Entre a realidade que vivemos quotidianamente e a proposta do Evangelho, dificilmente encontramos uma perfeita sintonia, mas a nossa fé é Caminho e o matrimónio não foge a esta regra. Um caminho feito de momentos bons e maus, bonitos e feios, alegres e tristes…

Apesar dos nossos esforços e da nossa boa vontade, infelizmente, nem sempre conseguimos ser fiéis aos ideais que Deus propõe. Em janeiro de 2008, o Cardeal Tettamanzi, Arcebispo de Milão, escrevia: «A Igreja sabe que, em certos casos, não só é lícito, mas inevitável decidir pela separação; para defender a dignidade da pessoa, evitar traumas mais profundos e manter a grandeza do matrimónio, que não se pode transformar numa série insustentável de agressões recíprocas».

A comunidade cristã não pode desamparar os irmãos que sofrem por um matrimónio falido, mas deve testemunhar continuamente a misericórdia de Deus para com aqueles que (muitas vezes sem culpa) viram desmoronar-se o próprio projeto de amor. Não se trata de renunciar ao “ideal” que Deus propõe: trata-se de reconhecer os nossos limites e fragilidades, confiando que o amor e o perdão de Deus são muito mais fortes que os nossos erros e insucessos.

 

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