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Alguns mendigos podem ser muito insistentes, mas nenhum supera Bartimeu, o cego mendicante que o Evangelho do próximo domingo nos apresentará. O seu local de “trabalho”: a estrada que de Jericó leva a Jerusalém. A sua “ferramenta”: uma cantilena triste, onde implorava uma esmolinha a quem passava. Porém, quando lhe disseram que era Jesus Cristo quem estava a passar, perdeu a cabeça! Parou a usual lengalenga e, inesperadamente, começou a gritar como um louco: «Jesus, Filho de David, tem piedade de mim». Os apóstolos, ao verem aquele estranho maltrapilho aos gritos, tentaram silenciá-lo e começaram até a ralhar! Mas Bartimeu não desistiu. Gritou, gritou, gritou até ser atendido (e curado) por Jesus.

Impressiona-me muito a tenacidade deste homem. Nunca encontrou Jesus antes, mas certamente ouviu falar dele e dos seus milagres. A possibilidade de mudar de vida, de sair da escuridão, de recuperar a vista dá-lhe força e alento. Bartimeu não sabe se Jesus o escutará, mas tem de tentar; não pode ficar em silêncio.

Nem sempre nas nossas paróquias encontramos pessoas acolhedoras e simpáticas. Por vezes deparamo-nos com “apóstolos” que só sabem ralhar e mandar calar… Diante deste cenário, a tentação de abandonar tudo e desistir é enorme. Mas se a nossa fé é verdadeira; se realmente acreditamos que Jesus Cristo é o único que pode oferecer luz, sentido, vida nova, então temos que seguir o exemplo de Bartimeu e não renunciar à nossa “chance” de encontrar o Senhor. Temos de ser firmes, perseverar e dar o nosso contributo para que a comunidade melhore, cresça e se torne mais autêntica e santa. Não desistas. Não te cales. Tu também és Igreja e a Igreja precisa de ti.

 

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