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Quando nasceu a Igreja? Será que surgiu em Belém, quando os pastores e os reis adoraram o Menino na manjedoura? Ou talvez, quando Jesus chamou os primeiros discípulos? Ou possivelmente, na última ceia, quando Ele consagrou e partilhou o pão (corpo) e o vinho (sangue)?

Em toda a narrativa da salvação, desde Génesis até aos Evangelhos, encontramos sinais (autênticas sementes) que indicam a presença germinal da futura comunidade cristã. Mas é na solenidade de Pentecostes, celebrada cinquenta dias após a Páscoa, que a Igreja nasce definitivamente, acolhe o dom do Espírito Santo e inicia a sua missão de anúncio e testemunho.

É em vista dessa grande celebração que a liturgia do próximo domingo nos propõe um trecho do “testamento” de Jesus: numa noite de quinta-feira do ano trinta, na véspera da Sua morte na cruz, Jesus reuniu-Se com os seus discípulos numa ceia. No decurso dessa ceia, Ele despediu-Se e convidou-os a seguir o Seu caminho de entrega a Deus e de amor radical aos irmãos. Mas os discípulos estão inquietos: como manterão a comunhão com Jesus e como receberão d’Ele a força para doar, dia após dia, a própria vida?

Jesus promete que não (n)os deixará órfãos: «Eu pedirei ao Pai, que vos dará outro Defensor, para estar sempre convosco: o Espírito da verdade».

Irmãos e irmãs, a grande solenidade de Pentecostes aproxima-se: é já no próximo dia 31 de maio! Peçamos a Deus que nos ajude a eliminar da nossa vida, todos os obstáculos que impedem a ação do Espírito Santo, para que possamos ser testemunhas credíveis, missionários corajosos e membros dignos da família de Deus: a Igreja una, santa, católica e apostólica.

Termino recordando as recentes palavras do Conselho Permanente da Conferência episcopal francesa: «A festa de Pentecostes deve corresponder, a menos que a epidemia recomece, ao fim do confinamento severo da vida litúrgica e sacramental [na França]. O Conselho Permanente dos bispos convida os católicos a viver o mês de maio como um mês “no Cenáculo”, em oração incessante pelo dom do Espírito Santo e como um mês mariano».

Permaneçamos unidos na oração, na solidariedade e na esperança.

 

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