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Encontramos no Evangelho do próximo domingo, dia 21, um Jesus angustiado e triste: «Agora a minha alma está perturbada. E que hei de dizer? Pai, salva-Me desta hora? Mas por causa disto é que Eu cheguei a esta hora. Pai, glorifica o teu nome». Apesar de três anos de pregação e ensinamento, Jesus sabe que poucos compreenderam o sentido profundo da sua mensagem. Sabe também que a sua hora está próxima. Na pergunta «Que hei de dizer?» podemos intuir a tentação de fugir à morte horrível que o espera no monte Gólgota (quanto é humano o Deus que nasceu em Belém!). Mas Jesus enfrenta esse medo recordando a missão e o projeto de salvação que lhe foi confiado pelo Pai.

Quando entrou em Jerusalém, muitos saudaram-n’O com o título de “rei de Israel”… Ele aproveita essa deixa e propõe uma metáfora, que explica a “glória” e a redenção escondidas no destino da cruz, que brevemente enfrentará: Eu sou o grão de trigo que cai na terra e morre! E a minha glória é dar a vida para que os frutos possam germinar. Para que uma nova vida (mais bela, mais “abundante”) possa nascer.

Jesus não é um suicida. A sua morte é um verdadeiro homicídio, consequência da sua luta sem trégua contra as forças de ódio e de pecado que oprimiam a Palestina do seu tempo. Tentaram silenciá-l’O e dispersar os seus discípulos com uma morte escandalosa e humilhante na cruz. Mas Jesus redime a violência da crucificação e transforma aquele momento de aniquilamento na sua suprema lição. Durante três anos Jesus falou. Na Páscoa as palavras transformam-se em vida: vida que se doa. O Verbo faz-se carne… e morre por nós.

 

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