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No próximo domingo, dia 23, encontraremos mais dois exemplos dados por Jesus para ilustrar a novidade cristã na interpretação da antiga Lei: o primeiro refere-se à “lei de talião” e o segundo à antiga interpretação hebraica do mandamento do amor.

Ouvistes que foi dito aos antigos: «Olho por olho e dente por dente. (…) Amarás o teu próximo e odiarás o teu inimigo». Eu, porém, digo-vos: Amai os vossos inimigos e orai por aqueles que vos perseguem.

Ao contrário do que se possa pensar, a “lei de talião”, consagrada na conhecida fórmula “olho por olho, dente por dente” não é um convite à vingança, mas sim uma lei destinada a evitar as reações excessivas, brutais, indiscriminadas… É uma lei que pretende limitar os excessos na punição, típicos de uma sociedade onde tribunais e juízes escasseavam e normalmente a justiça fazia-se “com as próprias mãos”. No entanto, Jesus diz-nos que não basta uma lei que mantenha a vingança dentro de fronteiras razoáveis, mas é preciso superar definitivamente a lógica da violência.

O segundo exemplo que o Evangelho nos apresenta refere-se ao mandamento do amor. Para os antigos judeus, o preceito do amor era muito restrito e abrangia apenas os filhos do povo hebraico. Para Jesus, não basta amar aquele que está próximo, aquele a quem me sinto ligado por laços étnicos ou familiares, mas o amor deve atingir todos, sem exceção, inclusive os inimigos.

É uma proposta exigente e radical, mas é assim que se ama como Ele nos amou! E o mundo, ao reconhecer o amor de Deus no nosso coração, começará (devagarinho) a amá-l’O também.

 

(*) Mahatma Gandhi (1869-1948)

 

 

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