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No Evangelho do próximo domingo, dia 19, encontramos os discípulos a discutirem «uns com os outros sobre qual deles era o maior»… e Jesus explica-lhes que «quem quiser ser o primeiro, será o último de todos e o servo de todos».

Esta afirmação é uma autêntica revolução! Ensina-nos que a única grandeza é a de quem, com humildade e simplicidade, faz da própria vida um serviço aos irmãos! Na comunidade cristã, distinções baseadas no dinheiro, na beleza, na cultura ou na posição social não têm qualquer sentido. Jesus Cristo deseja uma Igreja de irmãos iguais em dignidade, a quem a comunidade confia serviços diversos em vista do bem de todos. Quando é que somos os “maiores”…? Quando é grande a nossa vontade de servir e de partilhar com os outros os dons que Deus nos concedeu.

Jesus completa a sua “lição” com um gesto: toma uma criança, coloca-a no meio do grupo, abraça-a e convida os discípulos (e nós também) a acolhermos as “crianças”, pois quem as acolhe, acolhe o próprio Jesus e acolhe o Pai. Na sociedade palestina de então, as crianças não tinham direitos e não contavam do ponto de vista legal (pelo menos enquanto não tivessem feito o “bar mitzvah”, a cerimónia que definia a pertença de um rapaz à comunidade do Povo de Deus). Eram, portanto, um símbolo dos débeis, dos indefesos, dos marginalizados. No contexto da conversa que Jesus está a ter com os discípulos, este gesto confirma a sua mensagem: somos os “maiores”, não quando temos poder ou autoridade sobre os outros, mas quando abraçamos, quando amamos, quando servimos os pequenos, os pobres, os marginalizados e todos aqueles que o mundo rejeita e abandona.

 

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