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Religião

 

 

O Evangelho deste domingo, dia 6, é uma catequese construída com inteligência em torno de três tentações, sugeridas pelo Diabo, durante os 40 dias em que Jesus jejua e reza no deserto.

Na primeira tentação, o demónio instiga-o a utilizar a sua divindade para resolver qualquer necessidade material e obter riquezas e luxos. A resposta de Jesus – «nem só de pão vive o homem» – sugere-nos que o seu “alimento” (a sua prioridade) é a Palavra de Deus e que o caminho da salvação não passa pela acumulação egoísta de bens.

A segunda tentação corresponde a um messianismo de poder, de domínio, de tirania. A resposta de Jesus – «ao Senhor teu Deus adorarás, só a Ele prestarás culto» – recorda-nos que o poder corrompe, escraviza e torna-se facilmente um ídolo a adorar.

A terceira tentação sugere-nos que Jesus poderia ter construído um caminho de êxito fácil, de triunfalismo, mostrando o seu poder através de gestos espetaculares e sendo admirado e aclamado pelas multidões. Jesus responde: «Não tentarás o Senhor teu Deus»! Neste contexto, “tentar” significa manipular os dons de Deus com um fim egoísta e interesseiro.

Ter. Comandar. Ostentar. Estas (e outras) tentações fazem parte da nossa vida quotidiana. No início desta Quaresma, somos convidados a repensar as nossas opções de vida e a tomar consciência dos vários “demónios” que nos impedem de renascer para a vida nova, para a vida de Deus. A salvação não passa pelo egoísmo, mas pela partilha; não passa pelo autoritarismo, mas pelo serviço; não passa por manifestações espetaculares que impressionam as massas, mas sim, por uma proposta de vida plena, apresentada com simplicidade e amor.

 

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