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Nos países onde a Festa da Ascensão é celebrada ao domingo (é o caso de Portugal, mas não da França) as comunidades paroquiais podem permanecer anos sem escutar e meditar o Evangelho previsto para esse dia, pois as leituras da missa são anualmente substituídas pelas desta solenidade. E é uma pena…

É pena porque na liturgia da Palavra do 7º domingo do tempo Pascal encontramos todos os anos um trecho diferente do 17º capítulo do Evangelho de São João. Podemos considerar esse texto a última parte do testamento de Jesus e uma das Suas orações mais íntimas.

Nos versículos que nos são propostos este ano, duas ideias são sublinhadas insistentemente. A primeira é “união”, palavra-chave da missão dos discípulos: «Pai santo, guarda-os em teu nome (…) para que sejam um, como Nós». Mais adiante (no trecho que proclamaremos no próximo ano) Jesus acrescenta: «que eles sejam todos um, como Tu, Pai, o és em Mim e Eu em Ti, para que também eles sejam um em Nós e o mundo acredite que Tu Me enviaste».

Isto significa que a união não é um fim em si! A meta desejada é «que o mundo acredite». Mas infelizmente, as divisões e disputas entre cristãos permanecem uma contradição escandalosa… e tantos não acreditam.

A segunda ideia-chave é “verdade”: «Consagra-os na verdade. A tua palavra é a verdade». No início da história bíblica, a palavra “consagrar” significava “separar”, retirar do mundo. Doravante, com a incarnação de Cristo, “consagrar” significa “santificar”, ou seja, participar na santidade de Deus. Somos consagrados pelo batismo, não para abandonar o mundo, mas para o habitar à maneira de Deus e testemunhar a verdade. E se Pilatos estivesse aqui, certamente perguntaria: «o que é a verdade?»

Nós, queridos leitores, conhecemos a resposta: a Palavra do Pai é a verdade.

 

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