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O canal de televisão Arte já disponibiliza no seu site arte.tv, entre os dias 4 de junho e 10 de julho, a minissérie portuguesa “A Herdade” (em francês “Le Domaine”), de Tiago Guedes produzida por Paulo Branco. A minissérie tem três episódios de 58 minutos cada um e a Arte vai passar os três episódios na mesma noite no próximo dia 11 de junho, a partir das 20h55.

Trata-se da saga de uma família proprietária de um dos maiores latifúndios da Europa, na margem sul do rio Tejo, que nos convida a mergulhar profundamente nos segredos da sua herdade, fazendo o retrato da vida histórica, política, social e financeira de Portugal, dos anos 40, atravessando a Revolução do 25 de Abril e até aos dias de hoje.

“Este é um projeto particularmente importante para mim, para o qual me investi durante os 7 últimos anos” diz Paulo Branco numa nota enviada ao LusoJornal. O filme foi selecionado para a competição oficial do Festival de Veneza. “Há 14 anos que nenhum cineasta português era selecionado para Veneza” diz Paulo Branco. “A Herdade” foi também selecionado para o Festival de Toronto na secção “Special Presentations” e foi candidato ao Óscar do melhor filme internacional por Portugal.

O filme, produzido por Paulo Branco, que depois deu também origem à minissérie de televisão, tem um elenco rico em atores, com o carismático Albano Jerónimo no papel principal (já é conhecido em França pela sua participação em “Les Lignes de Wellington”), mas também com Sandra Faleiro, Miguel Borges, João Vicente, João Pedro Mamede, Ana Vilela da Costa, Rodrigo Tomás, Beatriz Brás, Teresa Madruga, Diogo Dória, Ana Bustorff e muitos outros.

O filme foi coproduzido pelas empresas de Paulo Branco, Alfama Films Production e Leopardo Filmes, com a participação da Arte France, do Instituto do Cinema e Audiovisual, do Fundo de Apoio ao Turismo e Cinema e da RTP, canal onde aliás a minissérie foi difundida no ano passado.

“Quando a Arte descobriu o filme, imediatamente se mostraram entusiasmados e gostei da proposta de difundir o filme em três episódios numa só noite, sob a forma de minissérie” diz Paulo Branco. “Aceitei esta proposta por razões financeiras, mas também, e sobretudo, porque vamos atingir, com esta difusão, uma audiência à qual nenhum filme português podia pretender ter, em França e na Alemanha” afirma o produtor que partilha a sua vida entre Portugal e a França.

Paulo Branco evoca a possibilidade de difundir o filme nos cinemas franceses, depois da passagem na Arte, “para permitir a todos os que quiserem, de também o poder descobrir nas salas”.

 

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