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Celebração da 1ª República Portuguesa em Paris organizada pela Cap Magellan

LusoJornal / Luísa Semedo LusoJornal / Luísa Semedo LusoJornal / Luísa Semedo LusoJornal / Luísa Semedo LusoJornal / Luísa Semedo

No sábado passado, dia 13 de outubro, os salões nobres da Mairie de Paris receberam cerca de 650 convivas para a celebração da 1ª República Portuguesa. Uma parte desses convidados são personalidades da Comunidade de diversos quadrantes como artistas, diplomatas e políticos, empresários, dirigentes associativos, professores e estudantes de português.

Este evento, organizado pela associação Cap Magellan, e que já vai na sua 8ª edição, é o resultado de um encontro entre os ex-Presidentes da Câmara de Paris e Lisboa, respetivamente Bertrand Delanoë e António Costa.

Para comemorar o Centenário do aniversário da proclamação da Primeira República Portuguesa a 5 de outubro de 1910, os dois Presidentes reuniram-se para receber a Comunidade portuguesa numa noite especial no Hôtel de Ville de Paris. Daí nasceu o impulso para uma comemoração anual à volta dessa data simbólica.

“A primeira gala teve lugar em 2011 e devido ao seu sucesso tem-se reiterado ao longo dos anos”, explica ao LusoJornal Luciana Soares Gouveia, Delegada-geral da associação.

A noite costuma ser preenchida por números musicais, exibição de excertos de filmes e atribuição de prémios para além de um cocktail final.

A cerimónia foi apresentada por José Carlos Malato e Sónia Carneiro, ambos recidivistas desta missão. Mas, novidade este ano, foram auxiliados na apresentação dos prémios e respetivos nomeados e vencedores por voluntários da Cap Magellan. Dando um dinamismo diferente ao desenrolar do serão e “para valorizar e destacar o trabalho dos voluntários”, indica Luciana Soares Gouveia.

Os convivas foram entrando ao som da atuação da Tuna da Universidade de Aveiro pois era essa a região de Portugal em destaque. Seguiu-se a primeira parte da atuação de um dos fadistas mais em voga do momento, representante do novo fado, Rodrigo Costa Félix.

Os outros momentos musicais foram protagonizados por João Grande do grupo Táxi acompanhado pelos jovens Rosete Caixinha e Yure Romão. Foi um dos momentos mais animados da noite com a interpretação do sucesso de 1981 “Chiclete” cantado em coro pela plateia.

António Manuel Ribeiro do grupo UHF cantou com os jovens Abel Marta e Sherley Paredes e o rapper Boss AC cantou com a jovem Lyana e ainda com um coro de jovens alunos do Colégio-Liceu Montaigne, num dos momentos mais comoventes da noite.

Estes duetos entre artistas confirmados e mais jovens “é uma marca da noite de gala, que permite o encontro entre artistas de renome que vêm de Portugal e jovens lusófonos a viver em França”, diz a Delegada-Geral da associação.

Para além dos momentos musicais foram também projetados excertos do novo filme do jovem realizador Philippe Machado “À l’année prochaine” e de “À voix haute” e “Porter sa voix” de Stéphane de Freitas. Foi igualmente projetado um skectch televisivo de David Castello-Lopes pertencente à série humorística de Canal Plus «Depuis quand ça existe…”, tendo sido um dos momentos mais hilariantes da noite.

As animações artísticas foram sendo alternadas pelas entregas de prémios como o Prémio Cap Magellan – Banque BCP do melhor estudante atribuído a Raphaël Costa, detentor de um Master de “Direito das atividades espaciais e das telecomunicações” em Paris Saclay; o Prémio Cap Magellan – Fundação Calouste Gulbenkian do melhor aluno do ensino secundário a Delphine Gaillard Rodrigues, ex-aluna do Liceu Internacional de Saint Germain-en-Laye; o Prémio Cap Magellan – Caixa Geral de Depósitos do melhor jovem empreendedor à Paris-Porto, uma epicerie-fine; o Prémio Cap Magellan – Les Amis du Plateau da melhor iniciativa de cidadania à Association Portugaise Socio-Cuturelle et Recréative (APSCR) com o projeto de renovação da Casa de Portugal de Champigny; o Prémio Cap Magellan – Macif – Simão Carvalho do melhor projeto associativo à associação Alma e por fim o Prémio Cap Magellan – Mikado – Trace Toca da melhor revelação artística musical à cantora Lyana.

No fim, antes do cocktail, foi sorteado uma estadia para duas pessoas em complexos da Fundação Inatel.

À pergunta se agora no fim da festa a Cap Magellan iria descansar, Luciana Soares Gouveia responde que continuam a trabalhar porque este sábado, dia 20 de outubro, irá decorrer a Queima das Fitas, organizada pela associação, a partir das 19h00 no Bar l’Écurie no 5° bairro de Paris.

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