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A Comissão Europeia aprovou ontem o controlo conjunto da Lusoponte, concessionária das duas pontes sobre o rio Tejo em Lisboa, pela francesa Vinci e pela Mota-Engil, por considerar que a transação proposta não afeta a concorrência europeia.

“A Comissão Europeia aprovou, ao abrigo do Regulamento das Concentrações da UE, a aquisição do controlo conjunto da Lusoponte pela Lineas [do grupo Mota-Engil], ambas com sede em Portugal, e pela Vinci, com sede em França”, indica a instituição em comunicado ontem divulgado.

A nova estrutura acionista da Lusoponte, agora aprovada por Bruxelas, surge após a saída do grupo italiano Atlantia (ex-Autostrade).

A Lusoponte é a concessionária das duas pontes sobre o rio Tejo em Lisboa, a Vasco da Gama e a 25 de Abril, cujo contrato expira em março de 2030.

Por seu lado, a Lineas (do grupo Mota-Engil) gere participações em empresas que operam exclusivamente no setor público e privado de concessões rodoviárias, bem como em empresas que participam em contratos públicos e privados de concessões rodoviárias, ferroviárias e aeroportuária, estando ativa em Portugal, Espanha e Brasil.

Já a Vinci atua principalmente nas concessões de autoestradas e pertence ao grupo com o mesmo nome que intervém, principalmente em França, nos domínios das concessões e infraestruturas, obras públicas e engenharia civil, engenharia elétrica, climática e mecânica e obras rodoviárias.

“A Comissão concluiu que a transação proposta não suscitaria preocupações em matéria de concorrência, dado o seu impacto limitado na estrutura do mercado. A operação foi examinada no âmbito do procedimento simplificado de controlo das concentrações”, adianta o executivo comunitário.

 

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