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A Comissão Nacional eleita no 23º Congresso do Partido Socialista é a que mais representantes das Comunidades tem desde sempre, com cinco membros efetivos, quatro inerentes e um suplente. Isabel Barradas de Bordeaux foi eleita pela primeira vez e junta-se a António Oliveira de Paris e a Nathalie de Oliveira de Metz.

O Deputado eleito pelo Círculo eleitoral da Europa, Paulo Pisco, também renovou o seu mandato como membro da Comissão Nacional do PS.

Os membros inerentes da Comissão Nacional, correspondem aos Coordenadores das Secções que têm maior número de militantes, dois pelo Círculo da Europa (Paris e Metz) e dois pelo Círculo de Fora da Europa (São Paulo e Rio de Janeiro).

 

Isabel Barradas eleita pela primeira vez

Eleita pela primeira vez, Isabel Barradas insiste em exprimir “o meu mais sincero reconhecimento pela confiança em mim depositada, para ser mais uma voz no conjunto das vozes que defendem as Comunidades portuguesas espalhadas por esse mundo fora, naquele que é o órgão deliberativo máximo do Partido Socialista entre Congressos”.

“Aqueles que preconizavam desunião, desentendimentos, incompatibilidades, tão simplesmente não perceberam que a existência de várias listas, neste Congresso – duas unicamente – naquela que foi mais uma reunião magna do Partido Socialista, não significava oposição entre elas, mas complementaridade nas ideias, pluralidade e diversidade de opiniões e de métodos para alcançar objetivos comuns, igualdade de tratamento de todos os militantes e simpatizantes, de todos os cidadãos em suma. É essa a verdadeira democracia! A Democracia plena!” diz Isabel Barradas ao LusoJornal.

Isabel Barradas foi eleita na lista do movimento “Democracia Plena”, liderado por Daniel Adrião e que defendeu a “pluralidade” dos dirigentes socialistas. “Foi essa pluralidade por nós assumida, na qual apostámos ao lado do Daniel Adrião, ouvida, compreendida e reconhecida pelo Secretário-Geral do PS, António Costa, defendida pelo Secretário-Geral Adjunto, José Luís Carneiro, que conduziu ao inevitável acordo, tendente à apresentação de uma única lista de união, permitindo a eleição para a Comissão Nacional de mais representantes do PS junto das Comunidades” completa Isabel Barradas.

 

Paulo Pisco também foi eleito

O Deputado Paulo Pisco também confirma que “o Partido socialista tem, assim, na Comissão Nacional, uma representação muito robusta das Comunidades portuguesas, que será certamente uma grande mais valia para a defesa dos interesses dos Portugueses residentes no estrangeiro”.

Durante o Congresso, que se realizou em formato misto, presencial, em Portimão, e por via remota, o Deputado Paulo Pisco fez duas intervenções, uma na discussão das moções de orientação geral sobre a importância de se fazer um “mapeamento das Comunidades” para que sejam “melhor conhecidas e, assim, possam ser concebidas melhores políticas”, e para defender, mais uma vez, a criação de um Museu Nacional da Emigração, conforme já foi noticiado pelo LusoJornal. Na segunda intervenção, Paulo Pisco defendeu a moção setorial de que é primeiro subscritor, “para que as políticas para as diásporas possam ser consideradas de interesse europeu, o que seria uma forma de obter mais financiamento para as políticas para as Comunidades”.

Interveio ainda Joana Benzinho, Coordenadora do PS Bruxelas, para apresentar a moção de que é primeira subscritora “Reforçar o papel das Comunidades, aprofundar a militância no estrangeiro para a cidadania plena”.

“Parabéns a todos os eleitos, representantes das Comunidades no Partido Socialista neste mandato que ora se inicia, parabéns aos eleitos inerentes, àqueles cujo mandato foi renovado e aos novos eleitos” diz Isabel Barradas que é funcionária no Consulado Geral de Portugal em Bordeaux. “Devemos, mais do que nunca, congratular-nos por esta voz que cresce, sinónimo de um Partido Socialista ainda mais democrático, mais plural, mais solidário, mais alargado e renovado. Um Partido inclusivo onde cada militante sinta que é uma parte importante do todo” explica ao LusoJornal.

A Comissão Nacional é composta por 251 membros efetivos, cuja lista foi consensualizada com Daniel Adrião, que indicou 28 elementos. A lista à Comissão Nacional foi encabeçada pelo Secretário-Geral Adjunto do PS, José Luís Carneiro, antigo Secretário de Estado das Comunidades Portuguesas.

 

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