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O Conselho Regional das Comunidades Portuguesas na Europa (CRCPE) reuniu ontem, segunda-feira dia 27 de abril, via internet, e decidiu enviar duas moções à Secretária de Estado das Comunidades Portuguesas: uma sobre apoio às associações portuguesas neste período de pandemia mundial e outra sobre apoio à rede oficial do Ensino de Português no Estrangeiro.

 

Moção: Apoio às associações portuguesas neste período de pandemia mundial

O Conselho Regional do CCP Europa lembrou a situação mundial de pandemia de Covid-19. “Na Europa, muitos são os Governos que tomaram medidas que obrigaram os cidadãos a uma nova vida repleta de limitações e contingências”.

“Algumas dessas medidas levaram que grande parte das associações de Portugueses residentes no continente europeu tivesse que fechar temporariamente as portas de modo a respeitar as recomendações dos Governos dos países de acolhimento” escreve o Presidente do CCP Europa, Pedro Rupio, Conselheiro eleito na Bélgica, lembrando que muitas associações se encontram agora “em situação precária”.

Pedro Rupio – que substituiu recentemente Luísa Semedo na Presidência desde Conselho Regional – pediu à Secretária de Estado “que uma especial atenção seja dada a esta problemática pela importância que representam as nossas associações no estrangeiro, nomeadamente como espaços de participação, de cidadania e de divulgação da língua e cultura portuguesas junto das Comunidades portuguesas emigradas na Europa”.

Concretamente, o CRCPE pede a Berta Nunes, a criação de uma linha de apoio financeiro ao associativismo português na Diáspora.

 

Moção: Apoio à rede oficial do Ensino de Português no Estrangeiro

Numa segunda carta enviada a Berta Nunes, Secretária de Estado das Comunidades Portuguesas, com cópia ao Chefe do Gabinete do Ministro da Educação é à qual o LusoJornal teve acesso, os Conselheiros das Comunidades lembraram que, no contexto de pandemia de Covid-19, o Instituto Camões suspendeu as aulas presenciais da rede oficial do Ensino de Português no Estrangeiro (EPE), e recorreu posteriormente ao ensino à distância como principal alternativa.

“Quer seja no ensino integrado ou no ensino paralelo, existem grandes incertezas quanto às inscrições de alunos para o próximo ano letivo” escreve Pedro Rupio. “De facto, as inscrições dependem não só do bom e normal funcionamento das escolas dos países de acolhimento, mas também da possibilidade, para muitos pais, de encontrar presencialmente os professores de modo a proceder à inscrição dos filhos. Por estes motivos, o número de inscrições para o próximo ano letivo está hoje muito aquém do habitual, mesmo que a data limite para as inscrições tenha sido prolongada para o dia 31 de maio”.

Com receio de constatar uma “dramática redução” do número de alunos no próximo ano letivo e, consequentemente, do número de professores, o CRCPE pede “um enquadramento claro” para os professores e os alunos do EPE, nos países em que as aulas irão proximamente recomeçar.

Os Conselheiros querem que Portugal “concerte medidas” com as autoridades competentes dos países de acolhimento, “no que diz respeito à garantia das condições de segurança para alunos e professores, que proporcionem a oportuna reabertura das aulas do EPE quando a conjuntura assim o permitir” e, em caso de ensino paralelo, querem garantias de distribuição do material sanitário necessário.

Os Conselheiros do CCP Europa querem ainda que o Governo disponibilize, gratuitamente, aos alunos do EPE, a plataforma Português Mais Perto para o ano letivo em curso e recomendam o recurso ao “ensino à distância através da televisão, nomeadamente da RTP Internacional, com o objetivo de responder às necessidades dos alunos que não têm recurso às novas ferramentas tecnológicas em casa, ou idade suficiente para lidar com tais ferramentas”.

 

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