Uma senha ser-lhe-á enviada por correio electrónico.

Dan Tibério é um artista multifacetado que passeia do acordeão ao fado, mas também pela música ligeira francesa.

O seu próximo álbum, intitulado “Oxalá”, com 13 inéditos e com a participação especial de Luís Gameiro, tem saída prevista para fim de 2020, produzido por Michel Handson.

A pandemia de Covid-19 anulou-lhe alguns concertos, mas Dan Tibério encara a situação com filosofia, com humanismo, mas também com preocupação.

 

Como está a viver este período?

Com muita filosofia e paciência. Aproveito este período para fazer uma introspeção, pensar na maneira de dar sempre o melhor de mim e servir a minha arte o melhor possível. Graças a Deus, tenho a sorte de viver da música desde a idade dos 21 anos. Esta é uma situação inédita, preocupante, mas tenho fé.

 

Teve muitos concertos anulados?

Tive uma dezena de anulações, gravações adiadas, mas são detalhes em comparação com pessoas que lutam para salvar vidas. Fui nomeado pelo segundo ano nos International Portuguese Music Awards com o tema “Devin” em duas categorias “Song of the year” e “World Music”. O evento estava programado no simbólico dia 25 de abril, em New Bedford, mas foi adiado.

 

Quando espera regressar à atividade?

Tudo depende da situação sanitária e da evolução da pandemia. Talvez em julho.

 

Durante este período tem aproveitado para novas criações?

Temos de destacar o músico (solista) do cantor/compositor. Trabalho composições instrumentais, a técnica e a interpretação. Passo, por vezes, trabalhar uma frase musical durante muitos dias, para tirar o diamante, o fraseado perfeito. Também trabalho obras clássicas. Para mim, a música é um sacerdócio, um estado de espírito. E continuo a descobrir novos horizontes, a inspirar-me.

 

Está preocupado com a situação atual de pandemia?

Preocupado, naturalmente, como todos, mas também pela forma de propagação mundial inédita. Muitas interrogações sobre os aspetos mais sombrios, interesses financeiros, ética política, condições do meio hospitalar. Tem de se preservar a humanidade, a saúde, os idosos, as pessoas mais frágeis. Em 2021, quando as pessoas se desejarem um Feliz Ano Novo, com muita saúde, vai ter um eco e uma dimensão particular.

 

Quando esta situação passar, o que espera do “novo mundo” que há de vir?

Espero que as pessoas se sintam livres, que guardem confiança nelas próprias, que lutem pelo melhor e por um mundo mais justo. Sou um idealista e tenho a certeza que cada ser humano tem o poder de melhorar o mundo com pequenos atos, pequenas conquistas no dia-a-dia. Espero um mundo de tolerância, de projeção de um ideal, de uma sociedade positiva, com paz e respeito. Não se deixem manipular com sugestões negativas ou influenciar por pessoas que impedem de atingir os vossos objetivos e os vossos sonhos. Conquistem-se a vocês próprios, ultrapassem os vossos limites para alcançarem o melhor de vocês mesmos e para contribuírem à harmonia universal. Somos um povo valente, conquistador. O melhor está para vir.

 

Cultura
X