Uma senha ser-lhe-á enviada por correio electrónico.

A Autoridade de Saúde Regional dos Açores disse ontem que está a acompanhar o estado de saúde dos 15 Açorianos retidos em França, devido à Covid-19, mas não revelou quando regressarão a Portugal, nem onde farão quarentena. “Queremos providenciar também toda a segurança e toda a qualidade e conforto a estes Açorianos, de maneira a que possam cumprir esse período de quarentena da melhor forma possível. Se tiver de ser em França, em Espanha, em Portugal continental ou na região, o que nos preocupa é que seja feita da melhor forma”, adiantou o responsável pela Autoridade de Saúde Regional, Tiago Lopes, em conferência de imprensa.

Em causa estão 15 açorianos que tiveram contacto com três casos positivos de Covid-19, detetados na Austrália, a bordo de um navio de cruzeiros, e que se encontram retidos no Aeroporto de Nice.

Questionado no domingo sobre este caso, Tiago Lopes disse que as autoridades regionais tinham conhecimento da situação e que estavam a tentar evitar a entrada destes açorianos no arquipélago. “Temos estado em articulação com as autoridades de saúde do continente, de modo a que entretanto estas pessoas sejam sinalizadas e identificadas a montante e consigamos evitar a sua deslocação para a Região Autónoma dos Açores. Esse trabalho está a ser feito e acredito que terá um bom desfecho”, apontou, no domingo.

Horas depois, o Secretário regional Adjunto da Presidência para as Relações Externas dos Açores, Rui Bettencourt, revelou, em comunicado de imprensa, que estava em contacto com as autoridades nacionais para repatriar o grupo. “A fim de melhor conjugar as diferentes soluções para um regresso rápido a Portugal, o Governo dos Açores mantém um contacto permanente com o Gabinete de Emergência Consular do Ministério dos Negócios Estrangeiros, estando neste momento a serem equacionadas todas as soluções aéreas ou terrestres entre Nice e Portugal”, avançou.

Ontem, em conferência de imprensa, Tiago Lopes disse que a preocupação da Autoridade de Saúde Regional é, em primeira instância, com a saúde dos 15 Açorianos “para saber se efetivamente, dia após dia, há alguma evolução significativa do seu estado de saúde, que necessite de uma intervenção rápida num país que não é o seu”.

“É uma situação complexa pelo facto de termos residentes dos Açores além-fronteiras, neste caso, em França, no Aeroporto de Nice, pelo facto de estarmos em estado de emergência nacional e também por existir este cenário de pandemia e muitos dos países que os envolvem também eles estarem em declaração de estado de emergência. É o caso da França e da Espanha”, afirmou.

Segundo Tiago Lopes, as autoridades de saúde australianas deram indicações para que a quarentena fosse feita “no aeroporto de destino”, mas as autoridades açorianas estão em articulação com as congéneres dos vários países envolvidos para que “possa existir um corredor para que estes cidadãos possam regressar a casa”, ao abrigo das declarações de emergência de cada um.

Além deste grupo, estão também retidos em Espanha, Itália e Grécia vários estudantes deslocados no âmbito do programa Erasmus, estando a situação a ser igualmente acompanhada pelo executivo açoriano, em articulação com a Autoridade de Saúde Regional.

 

Comunidade
X