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A fadista Júlia Silva, radicada na região parisiense, foi apanhada de surpresa e está a passar este período de confinamento em Portugal, onde vai regularmente para cantar.

Júlia Silva já editou 9 álbuns, sendo 6 de fado e um para crianças – Rondes comptines et berceuses – e com a participação em 2 discos de músicas do mundo. O último álbum de Júlia Silva, “Fado e sonhos”, já tem mais de 5 anos.

Para guardar contacto com a música e com os seus “seguidores”, a Fadista faz regularmente sessões musicais nas redes sociais.

 

Onde tem passado este período de confinamento?

Ultimamente divido a minha carreira entre França e Portugal, onde me encontro atualmente, e onde fui “apanhada” pelas restrições da pandemia.

 

Teve concertos cancelados?

Obviamente que esta situação obrigou a que toda a agenda fosse cancelada, incluindo por exemplo a Feira de Nanterre. A crise afetou todo o planeta, mas o mundo artístico – cantores, atores, técnicos, etc. – foram os primeiros a parar e serão os últimos a retomar as suas atividades, o que torna a nossa classe das mais vulneráveis. Na situação atual, penso que como eu, haverá muitos colegas que não terão vontade nem condições para, a curto prazo, fazer muitas projeções.

 

Está preocupada com a pandemia?

Para mim nesta altura e em primeiríssimo lugar, preocupa-me a estabilidade sanitária no mundo. Neste momento tenho é muito medo e peço a Deus que tudo volte à normalidade para, a partir daí, projetar o futuro… Até lá, desejo muita saúde a todo o mundo…

 

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