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Maria José Henriques é a Presidente da associação Gaivota. Apaixonada pelas artes em geral, e pelo fado em particular, ao longo dos anos, a associação Gaivota assumiu-se como um ator importante na promoção do Fado e do diálogo intercultural na região parisiense.

 

Como está a passar este período?

Estou em casa, na região parisiense, com o meu filho que desde terça-feira deixou de trabalhar. Para mim, já reformada, o estar em casa não me causa grandes problemas, pois, como diria a minha falecida mãe, uma mulher tem sempre que fazer. Sinto-me privilegiada em relação a muitos, pois estou numa casa individual e tenho um jardinzinho onde podemos apanhar ar e jardinar um pouco. Tenho uma pena imensa por aqueles que estão fechados em pequenos apartamentos, sobretudo em Paris, onde se sabe bem que há imensas pessoas a viver em quartos por vezes com menos de 9 metros quadrados, e a vida de todos os dias deve ser super complicada para essa gente.

 

Está preocupada com a situação atual de pandemia?

Sem querer ser pessimista, pois não podemos baixar os braços, não sei onde isto vai parar, nem quando. A situação está mesmo muito feia, não só aqui, como em todo o lado, mas sejamos positivos e esperemos, se todos forem conscientes da gravidade da situação e ficarem “fechadinhos” em casa, que o problema seja resolvido.

 

Quando esta situação estiver ultrapassada, o que espera do ‘novo mundo’?

Tenho fé que sairemos mais fortes deste “teste” que o planeta nos enviou e que mudaremos de atitude perante a natureza e os nossos irmãos. Pois nesta terra todos os seres humanos são irmãos independentemente da cor, da raça, do partido político ou da religião. A prova… o vírus não olha nada disso, atinge todos. Somos todos iguais nesta situação! Porque não continuar a sermos iguais e fraternos no futuro?

 

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