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Cultura

 

Michella Brancard nasceu na ilha da Reunião há 50 anos e vive no Algarve há sete, depois de ter decido trocar o departamento ultramarino francês do Índico pela cidade balnear de Albufeira para trabalhar no setor hoteleiro. No Algarve, onde se instalou com o ex-marido e onde vive agora com as duas filhas, Michella encontrou um modo de vida não muito diferente do da sua ilha natal e sentiu-se “imediatamente em casa”.

Com o pseudónimo de M.B. Kessya, a autora, que estudou Literatura na Reunião, publicou no mês passado “Et si on se rencontre?”, uma obra que mistura realidade com ficção e que se baseia na sua própria de experiência de vida.

Foi durante o primeiro confinamento que a autora começou a publicar. E, desde então, já vão três livros: “Belle-maman, la destructrice”, no qual retrata os estragos causados pela sua sogra na sua vida marital, e “Priscilla ou la vie d’une femme peu ordinaire”, na qual a protagonista descreve a sua vida desde a infância até à idade adulta. Agora, com “Et si on se rencontre?”, Michella Brancard pretende dar a conhecer a sua ilha e ajudar as mulheres a ultrapassar os obstáculos que vão surgindo.

Este livro baseia-se num acontecimento da vida da autora: um encontro virtual que virou do avesso a sua vida. É a história de Samantha, uma jovem mulher que, através das redes sociais, conheceu Franck, um jovem pai, também natural da ilha da Reunião, e que vive no sul de França. A atração é fulgurante e Samantha deixa-se levar pelo sentido de humor de Franck. Porém, algumas semanas passadas, o homem confessa ter mentido sobre a sua identidade. Afinal, o seu nome é Alexandre, é um milionário californiano e, cereja no cimo do bolo, é um top model. Ele explica-lhe que usou uma conta falsa para que as pessoas gostassem dele “pelo que é e não pelo valor da sua conta bancária”. As duas personagens só sonham com uma coisa: encontrar-se um com o outro.

Michella Brancard anuncia que lançará o segundo volume desta obra já durante este ano de 2022.

 

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