LusoJornal | António Borga

Deputado do PS diz que o voto dos emigrantes deve ser presencial


O vice-Presidente da bancada parlamentar do Partido socialista, Pedro Delgado Alves, disse numa entrevista no jornal Público da semana passada que o Partido quer simplificar o voto para os emigrantes, passando pelo reforço de soluções para o voto presencial.

O Deputado diz-se disponível para “conversar” com os outros Partidos sobre a questão do voto dos emigrantes, mas afasta a ideia de alargamento do voto por correspondência às eleições presidenciais, como tem defendido o PSD.

Os eleitores portugueses residentes no estrangeiro votam por correspondência para as eleições Legislativas e votam presencialmente, nos postos consulares, para as três outras eleições: as Presidenciais, as do Parlamento europeu e as do Conselho das Comunidades portuguesas.

Pedro Delgado Alves concorda com a uniformização das metodologias de voto – aliás, praticamente todos os Partidos concordam que a situação deve ser alterada e que não faz sentido que numas eleições se vote de uma forma e nas outras se vote de outra forma.

No entanto, o Deputado socialista quer que esta uniformização se faça com base no voto presencial.

Já em 2011 o Partido Socialista tinha feito aprovar esta proposta na Assembleia da República, mas o então Presidente da República, Aníbal Cavaco e Silva, vetou esta proposta, argumentando que tal iria aumentar significativamente a abstenção e que era contra a opinião do Conselho das Comunidades Portuguesas.

Agora, o PS volta a esta proposta, considerando que o voto presencial é “mais seguro e também mais eficaz”.

Para isso – e ainda segundo o jornal Público – o PS quer alargar o voto presencial através do reforço de locais de voto disponíveis na rede consular, mas também através do voto antecipado em mobilidade para portugueses no estrangeiro.

No entanto, desta vez, o Deputado socialista defende que quem quiser votar por correspondência, pode fazê-lo, se o pedir antecipadamente. Citado pelo Público, Pedro Delgado Alves diz que “queremos ter a certeza de que a pessoa que recebe o boletim é a que vai usufruir dele” e por isso “o voto por correspondência deve ser uma alternativa quando garantimos que esgotámos todas as possibilidades de voto presencial”.

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