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Esta manhã, o Embaixador António Sampaio da Nóvoa, representante de Portugal na Unesco, evocou a morte do ensaísta Eduardo Lourenço, na abertura da 210ª sessão do Conselho Executivo da Unesco, em Paris.

No início do discurso pronunciado em sessão plenária, Sampaio da Nóvoa lembrou, em francês, que Portugal observa hoje um dia de luto nacional pela morte de Eduardo Lourenço, “o nosso maior intelectual, um génio da palavra e do pensamento, e da liberdade, um homem da educação, da ciência e da cultura, como acaba de lembrar o Secretário Geral das Nações Unidas. Era necessário prestar-lhe homenagem na Unesco” disse no seu discurso.

Eduardo Lourenço morreu esta terça-feira, aos 97 anos, em Lisboa, onde agora morava desde a morte da mulher. Professor, filósofo, escritor, crítico literário, ensaísta, interventor cívico, várias vezes galardoado e distinguido, Eduardo Lourenço foi um dos pensadores mais proeminentes da cultura portuguesa.

Nasceu em 23 de maio de 1923, em S. Pedro do Rio Seco, no concelho de Almeida, na Beira Baixa, mas só foi registado no dia 29 desse mês. Concluiu a licenciatura em 1946, com uma tese sobre “O Sentido da dialética no idealismo absoluto” e em 1949, veio para França, a convite do reitor da Faculdade de Letras da Universidade de Bordeaux. Lecionou em diversas universidades europeias e americanas, designadamente, nas de Montpellier, Grenoble e Nice. Casou-se com Annie Salamon, em Dinard, em 1954, e, a partir de 1960, passou a viver em França. Em 1965 fixou residência em Vence, na região dos Alpes Marítimos.

 

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