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No próximo domingo, dia 27 de outubro, das 16h00 às 18h30, terá lugar um encontro literário com o autor brasileiro Edson Mendes, na Villa Raspail, em Ivry-sur-Seine (94), em torno dos seus livros “Quase Poesia”, “Memorial do raso da Catarina” e “A regra do jogo”.

Edson Mendes é professor e escritor, nascido a 16 de setembro de 1952 na cidade de Pa, na Bahia. Filho de Pedro Mendes, pernambucano do Limoeiro e de Eva Rita, baiana do povoado Juá. Em 2018 recebeu o Prémio Edmir Domingues, da Academia Pernambucana de Letras, pela sua obra inédita “Quase Poesia”. É Mestre pela Fundação Visconde de Cairu, Salvador (BA), Membro da Academia de Letras de Paulo Afonso e Garanhuns, Secretário da União Brasileira de Escritores, Membro do IGH de Paulo Afonso e Garanhuns, com diversas especializações no Brasil e no exterior, como França e EUA.

Flávio Brayner, professor na Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), a quem o autor pediu “duas ou três palavras” sobre a sua obra, explica que “a linguagem da poesia exige de cada um de nós: a consciência de certa noção de tempo inexorável e de que, em seu interior, se trava um embate agonístico entre destino e liberdade. É sobre isto que a poesia de Edson nos adverte. Do que dispomos para participar deste embate? De nada! Estamos completamente desarmados (ou quase!) para enfrentar nosso Destino Trágico: salvo o Amor, ‘Não temos nenhum lastro’, ‘Não há respostas, esta é a resposta’, ‘Sem alicerce’!”

E, Flávio Breyner prossegue, dizendo que na “interessante composição do ‘Memorial do Raso da Catarina’ (que compõe a trilogia), a última palavra de cada poema é o título do poema seguinte, como se o poeta procurasse uma improvável continuidade da vida: ‘No Raso da Catarina, o fim do homem não é nem a morte nem o fim’; restou naquele Raso, apenas ‘a liberdade, a solidão e o degredo’. Em ‘Quase Poesia’, fica registada a desesperança do poeta (‘Nenhuma ponte me ergue no futuro. Eu não estarei lá’), atenuado por um frágil filamento de luz… arendtiana: ‘Quando nasce uma criança, o mundo recomeça’! Como, afirma o poeta, ‘Permanece o que fiz; o que fui desaparece’, creio que a sua lírica nos adverte que nossa crença na redenção do homem é vã. Isto, ao que parece, vai permanecer! E eu, que não sou poeta, concluo ao ler esta bela e bem escrita obra, que certos otimismos são uma forma de insanidade!”

O encontro acabará com uma sessão de autógrafos e um cocktail.

 

Villa Raspail

2 rue Fouilloux

94200 Ivry-sur-Seine

Contacto: 07.78.87.17.58 (Caroline Mendes)

 

Linda de Suza 19/20
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