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O fotógrafo português Vítor Paiva expõe «Lisboa e eu, Lisboa et moi» durante o «Festival des Horizons» em Saint Avertin (37). A inauguração do festival teve lugar no fim de semana passado, na presença do artista e onde estiveram presentes mais de 7.000 pessoas, entre as quais o artista francês Dany Brillant. Mas a exposição de Vítor Paiva só está patente ao público desde ontem e até ao dia 2 de setembro, no 36 bis rue de Rochepinard, em Saint Avertin.

Vítor Paiva nasceu em Lisboa, a 20 de dezembro de 1966 e desde muito cedo teve gosto pelas artes e em particular pela captação de imagens. Aos 7 anos de idade vive com grande entusiasmo familiar a Revolução de 25 de Abril de 1974, um marco da História de Portugal que depôs o regime de ditadura existente desde 1933.

Aos 9 anos fica órfão de pai e apesar da forte estabilidade que a mãe e o irmão mais velho lhe davam, aos 14 anos deixou de estudar e começou a trabalhar, mas sempre com a paixão – não assumida nessa idade – pela arte da fotografia.

Foi em 2013 que fez da máquina fotográfica a sua melhor amiga, que o acompanhava nos diversos passeios entre fotógrafos em Lisboa e arredores. Morava na rua São Paulo, na Lisboa Ribeirinha e hoje mora na Freguesia de São Domingos de Benfica, ruas de «teatro» lisboeta. Os moradores e as cenas da vida quotidiana são as principais fontes de inspiração do fotógrafo, assim como as suas viagens do norte ao sul de Portugal e pela Europa.

«A exposição, conforme diz o tema, é a minha relação com Lisboa, a forma como a vejo através da câmara, as longas caminhadas sozinho pelas ruas, as conversas com os habitantes» diz Vítor Paiva ao LusoJornal. «É com grande entusiasmo e com muita emoção que realizo este sonho de menino».

Vítor Paiva explicou que «a exposição acaba por acontecer devido à rede de amigos. Tudo começou com Maria Yvonne Frutuoso e o blog ‘Aldeia de Gralhas’ que me pôs em contacto com a atriz Isabel Ribeiro-Desseaux, que por sua vez falou ao João Gonçalves sobre o meu trabalho» explica ao LusoJornal. «Com João Gonçalves, após alguns meses e depois da sua vinda a Lisboa, onde nos conhecemos, tudo se planeou. Eu e o meu colega de fotografia Carlos Peixinho decidimos ir de carro até França, um pouco ao jeito dos emigrantes portugueses de outrora».

Na inauguração do Festival des Horizonts, em Saint Avertin, esteve o Maire Alain Guillemim e da Vereadora da Cultura Françoise Gourin, entre muitas outras personalidades e Vítor Paiva expôs apenas 6 fotografias, mas despertou muita curiosidade nos visitantes, eram muitos os comentários frente às fotografias. «O lado mais gratificante foi perceber que consegui passar a emoção e a paixão que sinto a cada disparo que faço».

Na sexta-feira abriu então a exposição propriamente dita no L’Annexe, Centre d’arts des jardins de Rives.

«Tenho recebido um feedback muito positivo. Sinto um orgulho enorme poder partilhar esta minha paixão com as pessoas e ajudar a colmatar um pouco a ‘saudade’ que sentem» diz ao LusoJornal. «Desejo que os transporte numa viagem de sentimentos e afetos e que desperte nos que não conhecem, a vontade de nos visitar».

 

 

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