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Fadista Nazaré Lima cantou em Lyon

LusoJornal / Patricia Guerreiro LusoJornal / Patricia Guerreiro LusoJornal / Patricia Guerreiro LusoJornal / Patricia Guerreiro LusoJornal / Patricia Guerreiro LusoJornal / Patricia Guerreiro LusoJornal / Patricia Guerreiro

Depois de um primeiro concerto bem sucedido no outono de 2018, foi no dia 7 de maio que a fadista Nazaré Lima subiu novamente ao palco da Sala Paul Gracin, em Lyon (69), desta vez na companhia de Ricardo Martins à guitarra portuguesa e Cláudio Sousa à guitarra clássica.

O concerto foi organizado pela Lipsticks Prodution, de Jean-Philipe Pinto, também ele animador, produtor e realizador do programa português de rádio Raízes, e que mostrou o seu contentamento já que a Sala Paul Gracin encheu para ouvir cantar o fado.

A primeira parte do espetáculo foi assegurada por uma banda local, o trio “Theb Band”, que fez animar o público com os seus sons vibrantes.

Nazaré Lima, fadista radicada em Lyon, com o seu timbre límpido e vibrante, apelidada de “a voz de cristal”, surgiu como referência do Fado na região do Rhône. Integrando a “nova geração de fadistas”, já atuou em salas prestigiosas de Lyon como a Bourse du Travail em 2001 e o Auditório, ficando à sua responsabilidade a primeira parte do concerto de Madredeus em 2005.

Na Sala Paul Garcin viveram-se momentos de emoção. Nazaré Lima surpreendeu o público com uma homenagem a Charles Aznavour e cantou “La Bohème” ao som da guitarra portuguesa.

Foi acompanhada por dois grandes músicos portugueses. Ricardo J. Martins foi vencedor da edição 2018 do “International Portuguese Music Awards” na categoria de melhor música instrumental, com o tema “Corre Corre Corridinho”. É músico multi-intrumentista e autodidata, natural de S. Brás de Alportel, no Algarve, e iniciou a sua aprendizagem musical muito cedo. Passou por diversos estilos musicais antes de se dedicar inteiramente à guitarra portuguesa. Já fez digressões pelos 4 cantos do mundo e já partilhou o palco com grandes nomes da música, do teatro e da literatura.

Gravou o seu primeiro CD intitulado apenas “Ricardo J. Martins” no qual tocou todos os instrumentos (guitarra portuguesa, viola e baixo) e temas clássicos da guitarra portuguesa, bem como adaptações fora do ambiente do instrumento. Muitos temas são reinvenções da música tradicional algarvia. Já vai no seu segundo disco de guitarra portuguesa instrumental, intitulado “Cantos e Lamentos”, editado através da editora espanhola “Música Fundamental”. Ambos os trabalhos estão disponíveis na sua página pessoal nas redes sociais.

Quem também faz parte do trabalho discográfico de Ricardo Martins é Cláudio Sousa, outro músico algarvio, da cidade de Silves. Os dois presentearam o público de Lyon com um dueto de guitarra clássica nesta noite mágica.

Ricardo Martins salienta ainda que faz parte da “nova geração de músicos de guitarra portuguesa que têm raízes noutros mundos musicais”, é também dos poucos guitarristas que compõe peças para este instrumento tão português.

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