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Pouco mais de doze meses decorreram após a constituição da Fundação Nova Era Jean Pina da qual o empresário João Pina, radicado na região de Paris, é Presidente. A Fundação tem como objetivo fazer da solidariedade uma ajuda permanente aos que mais dela precisam daí a escolha do slogan, “Solidariedade em movimento”, uma Fundação que pretende abolir fronteiras, que pretende chegar aos “4 cantos do mundo”.

No ano que agora termina, João Pina faz um balanço do que foi a atividade da Fundação e considera que os objetivos foram sobejamente alcançados. Segundo o empresário oriundo da região da Guarda, o ano de 2020 foi “um longo ano, que ficará na memória pelos piores motivos” – crise sanitária, perda de rendimentos acrescentando assimetrias sociais e fome.

Haver pessoas a passar fome é algo que o deixa profundamente desolado. Refere que numa fase inicial pensou que “pouco poderia ser feito, tantos eram os pedidos, tantas eram as necessidades, umas mais prementes que outras que era impossível ajudar”. Ele próprio a nível das empresas que gere, assim como os restantes 4 elementos que constituem a Fundação, viram os rendimentos caírem a pique devido aos confinamentos, encerramento de empresas de clientes, com a impossibilidade de poderem trabalhar, e há trabalhos que não podem ser feitos “on line”.

Contudo, resolveu enquanto líder da Fundação, dar o exemplo e pensou “meia vez” que era chegada a hora de verdadeiramente fazer o que se julgava impossível, ajudar projetos na sua cidade natal, como a “Caixa Solidária da Sé”, do projeto “Smilehope” de colaborar com a “Aldeia de Crianças SOS” da Guarda através da assinatura de um protocolo anual em que trimestralmente são oferecidos a esta IPSS, bens alimentares, de higiene pessoal e desinfeção.

Após estas ajudas, a missão era ofertar no mês de dezembro, 500 cabazes de Natal com 17 produtos diferentes, em Portugal e França. Contactos atrás de contactos, muitos foram os que se juntaram à Fundação e o objetivo foi sobejamente ultrapassado. Seis centenas de cabazes foram oferecidos em Portugal – nas regiões da Guarda, Santo Tirso e Mangualde – e 200 em França – através da Santa Casa da Misericórdia de Paris e da associação Luso Poissy. Em Lyon foram também distribuídos a famílias carenciadas e lusodescendentes alimentos perecíveis e não perecíveis.

João Pina realça que no final da campanha se sentia “exausto, mas extremamente satisfeito pelo resultado”. A Fundação contactou grandes grupos económicos, como a Delta France, a Império Seguros, e parceiros de anos anteriores que prontamente responderam “presente” na recolha de bens alimentares – Pastelaria Belém, o supermercado Panier du Portugal e o Comptoir des Saveurs – que aderiram uma vez mais e colocaram nos seus estabelecimentos um ponto de recolha de bens.

Muitas pessoas se unificaram dando razão à expressão “juntos somos mais fortes” e o resultado foi ultrapassado – 8 centenas de cabazes entregues, num ano difícil e em que nem a presença física ajudou – “tratei de tudo telefonicamente, não vou a Portugal há 12 meses. Todos os cabazes foram entregues a tempo para que 800 sorrisos brilhassem numa noite única e mágica”.

João Pina e a Fundação Nova Era receberam na Assembleia Municipal de Celorico da Beira um “Voto de louvor” pela entrega às causas solidárias. O empresário já tinha sido agraciado, a título pessoal, em 2015, com a Medalha de mérito municipal da cidade da Guarda, em 2019 também a Assembleia de Freguesia da Guarda, Almeida e a cidade de Mangualde aprovaram por unanimidade “Votos de louvor” pelo trabalho desenvolvido por João Pina.

Quanto a futuros projetos, 2021 “será um ano de continuidade no apoio efetivo a quem mais dele precisa”. Serão entregues nos próximos meses de março e junho bens alimentares à “Aldeia SOS” na Guarda, “continuaremos a estar atentos às necessidades na região da Guarda, mas também em Paris, colaborando na procura efetiva de trabalho para quem o perdeu. É pretensão também continuar a promover a Fundação e firmar protocolos de colaboração com grupos económicos como a Nova Delta França, associações, como é exemplo, a Cap Magellan, mecenas a nível privado, aumentar o número de embaixadores da Fundação e alargar ainda mais os horizontes – Brasil é um dos países que pretendemos alcançar em 2021”.

As atividades para 2021 estão já a ser organizadas, “desenvolveremos em diversas estruturas residenciais para idosos atividades que devolvam o sorriso a esta geração tão especial, tão única, assim como com crianças institucionalizadas, o dia Mundial da Criança, por exemplo, gostaríamos muito de o celebrar com esperança e animação e para que a ‘solidariedade em movimento’ esteja onde é necessária”.

A Fundação pretende, em 2021, apelar à solidariedade e como refere João Pina, “só juntos chegaremos longe”.

 

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