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A Seleção portuguesa Sub-21 de futebol tem dois jogos a disputar, frente à Roménia e ao País de Gales, a contar para o apuramento para o Campeonato da Europa que vai decorrer na Itália em 2019. No lote dos convocados do Selecionador Rui Jorge, um lusodescendente foi chamado pela primeira vez – Mathias Pereira Lage – que atua no Clermont na segunda divisão francesa.

Em declarações ao site da Federação Portuguesa de futebol, o jovem atleta mostrou-se surpreendido com esta chamada: “Foi tudo muito rápido, não estava nada à espera. Apenas soube que seguiam o meu percurso na última terça-feira e agora estou aqui na concentração. É um misto de felicidade e surpresa, não esperava mesmo ser convocado. Agora quero aproveitar a oportunidade de mostrar o meu valor e aprender com este grupo de trabalho, que parece ter um ótimo ambiente”, frisou.

O lusodescendente que joga como médio ofensivo está ansioso por poder estrear-se com a camisola das Quinas: “Claro que gostava de me estrear num dos próximos jogos, mas eu acabei de chegar à equipa e tenho de ganhar a confiança de todos através do meu trabalho e da minha aplicação nos treinos, esperando pela minha oportunidade. Tive curiosidade de conhecer o percurso dos meus colegas e pude perceber que só posso vir para um grupo de grande qualidade, que tem feito bons resultados. Se tiver a sorte de envergar a camisola da Seleção portuguesa, ficarei muito orgulhoso. Gosto de fazer a equipa jogar, através de passes curtos ou longos, e também gosto de aparecer em zonas de finalização [ndr: fez 10 golos na segunda Liga francesa em 2017/2018]. Sou um jogador criativo», acrescentou.

Mathias Pereira Lage também abordou os dois jogos que Portugal tem pela frente: «Sabemos que as pessoas olham para nós como a Seleção favorita a vencer esses encontros, mas temos de estar sempre muito atentos ao valor dos nossos adversários. Tenho a certeza que ambas as equipas são boas, temos de ter cuidado», assegurou.

De realçar que o jovem jogador de 21, em declarações desta vez à imprensa portuguesa, quis ser o mais honesto possível em relação à Seleção portuguesa: «Os meus pais nasceram aqui e eles querem um dia voltar a Portugal. Eu não nasci aqui, mas tenho coração português, mas não é uma resposta definitiva. Se a França me chamar, tenho que fazer uma reflexão», concluiu.

 

 

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