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Instalada placa de homenagem aos Portugueses presos no Campo de concentração de Gurs

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O Comité francês de homenagem a Aristides de Sousa Mendes mandou instalar uma placa no Memorial do Camp de Gurs, em Gurs (64), próximo de Oloron Sainte Marie, em homenagem aos 349 combatentes portugueses que ali foram presos durante a II Guerra mundial.

A placa em granito foi mandada construir em Portugal e começou a ser instalada no dia 7 de maio, na presença de representantes do Comité, nomeadamente de Manuel Dias, que se deslocou de Bordeaux, e Valentim Fernandes.

No entanto, a inauguração oficial desta placa e a homenagem oficial só deve ter lugar no dia 12 de setembro e Manuel Dias disse ao LusoJornal que conta com a presença de uma representação oficial portuguesa “que dignifique a homenagem aos Portugueses que ali estiveram encarcerados”.

O Campo de concentração de Gurs serviu de “internamento administrativo” entre o dia 2 de abril de 1939 e o dia 31 de dezembro de 1945, e por ali passaram cerca de 64.000 pessoas.

Em janeiro e fevereiro de 1939, quase meio milhão de refugiados Republicanos espanhóis e membros das Brigadas internacionais refugiaram-se no sul da França, passando a fronteira dos Pirenéus, fugindo à repressão sangrenta das forças espanholas lideradas por Franco. Cerca de 2.500 combatentes portugueses na Guerra civil espanhola – comunistas, anarquistas, socialistas ou democratas liberais – também fugiram para França.

Foi nessa altura que o Governo da III República francesa criou o sinistro Camp de Gurs. Foi um dos primeiros campos de concentração criados em França e um dos mais importantes.

Depois dos Republicanos espanhóis e dos voluntários das Brigadas internacionais, seguiu-se um período de “internamento” dos “indesejados”, essencialmente mulheres originárias da Alemanha e dos outros países do Reich, mas também os Comunistas, os Bascos espanhóis,… por delito de opinião.

A partir de setembro de 1940, mais de 18.000 Judeus estrangeiros, homens, mulheres e crianças, foram ali colocados pelo Regime de Vichy, sendo depois sistematicamente deportados para Auschwitz e exterminados a partir de 1942.

Entre agosto de 1944 e o final do ano de 1945, foram levados para Gurs os “Collabos” e algumas centenas de antifranquistas espanhóis.

Desde há alguns anos, o Comité Aristides de Sousa Mendes – que também é Delegação da Liga dos Combatentes na Nouvelle-Aquitaine – participa numa cerimónia anual em memória das vítimas do Camp de Gurs e este ano, é então erguida esta placa em homenagem aos 349 portugueses que também ali estiveram presos.

 

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