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Em Toulouse, o Le Salon Reçoit, também recebeu um cantinho de Portugal para festejar os 20 anos do Corbeau.

Já lá vão 23 anos, que um salão de cabeleireiros se transformou numa sala de exposições nos dias 22 de cada mês, para promover artistas provenientes dos mais diversos horizontes.

Assim foi a vontade da sua proprietária, apaixonada de arte, quando lhe disseram que os seus dias estavam contados. No bairro das Arènes, em Toulouse, palco da juventude e adolescência de ambos, o bordelais Frédéric Ducom, apaixonado de literatura e o ribatejano José Vaz, artista plástico, foram dos primeiros a frequentar e utilizar o Le Salon Reçoit.

As edições associativas do Corbeau, foram fundadas 3 anos depois precisamente por Frédéric Ducom, e tem como objetivo promover uma escritura livre e independente, dar a todos a faculdade de escrever e serem publicados, todos os géneros literários incluídos.

No sábado passado, dia 22, mais de 50 músicos, fotógrafos, poetas, escritores, artistas plásticos foram convidados a participar no vigésimo aniversário da coletividade e ofereceram aos numerosos convivas um festival de boa disposição e de convívio.

“O José e eu somos mais que dois amigos, é como um irmão, e hoje estou extremamente feliz que um poema escrito por um emigrante na região fosse lido em português e outro do Fernando Pessoa apresentado em francês, tudo isto com uma introdução ‘a capela’ de uma banda portuguesa. Graças ao José Vaz, conheço muito bem Portugal, um país e um povo que adoro, aliás, devíamos ter Portugal como exemplo da vossa maneira de abordar a vida no dia ao dia”, foram as palavras cheias de emoção que Frédéric Ducom transmitiu ao LusoJornal.

José Vaz, além de expor uma das suas obras, foi um dos organizadores do evento: “Era um dos meus desejos, apresentar um poema na língua de Camões, e que um grande poeta como o Fernando Pessoa fosse recordado num dia como hoje. Mas o meu principal objetivo, e estou a trabalhar para isso, é um dia encher o Le Salon Reçoit com artistas portugueses ou lusodescendentes radicados na região Occitanie”, disse José ao LusoJornal.

Mesmo se para muitas pessoas o corvo é associado a um mensageiro da morte, para outros é considerado, como na mitologia nórdica, como um deus da sabedoria, da poesia e da magia.

Na foto estão José Vaz e Frédéric Ducom, nos 20 anos do Corbeau no Le Salon Reçoit.

 

 

 

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