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Laurent Saint-Martin, candidato do partido La Republique en Marche à presidência da região de Île de France, considera que, tanto a nível associativo como político, a Comunidade portuguesa se empenha na vida em França e que é um modelo.

“O que é eu quero que façamos é ter uma união na diversidade e que nos respeitemos todos. Desde que sou Deputado de Val de Marne, impressiona-me sempre a vontade da Comunidade portuguesa de participar na vida associativa e também na vida política. É um modelo”, disse à Lusa Laurent Saint-Martin.

Nos dias 20 e 27 de junho, a França vai ter eleições regionais e departamentais, e Laurent Saint-Martin é a cara do partido La Republique en Marche na disputa pela região mais importante em França, Île de France, região que envolve Paris.

Atrás da atual Presidente da região e recandidata pela direita, Valèrie Pécresse, nas sondagens, Laurent Saint-Martin assegura que a candidatura vai surpreender muita gente já neste domingo à noite. “As eleições são locais e eu não me bato politicamente se não for para ganhar. O único resultado que conta é o de domingo à noite e aí as pessoas vão ficar surpreendidas quando virem a quantidade de franceses que ficaram convencidos pelas nossas propostas”, indicou.

O Deputado foi um dos apoiantes de base de Emmanuel Macron na eleição de 2017, tendo anteriormente pertencido ao Partido Socialista. A participação na campanha presidencial que levou Macron ao Palácio do Eliseu foi recompensada por um lugar na Assembleia Nacional, eleito pelo Val de Marne, onde há uma grande Comunidade portuguesa.

Um dos principais temas de discussão em Île de France é a segurança, com muitos lusodescendentes a apontarem este como um dos fatores principais para quererem abandonar a região e muitos até para voltarem a Portugal. “A Comunidade portuguesa tem razão em sentir-se insegura, infelizmente. Não há mil maneiras de resolver este problema. É preciso pessoal para garantir a segurança e é também preciso mais coordenação”, defendeu o candidato.

Outras propostas são também melhorar a qualidade do ar ou criar um subsídio de precariedade para os jovens que estudam no ensino secundário e cujas famílias enfrentam dificuldades devido à Covid-19.

Sem uma verdadeira regionalização em França que permita a autonomia das 18 Regiões compostas por 121 Departamentos, assim como as regras sanitárias que não permitiram uma campanha mais tradicional, há a possibilidade de que a abstenção acabe por dominar o escrutínio. Algo que põe em perigo a democracia, segundo o candidato. “A abstenção é um perigo para a democracia, não para mim. Se os cidadãos se afastarem das urnas, arriscam de amanhã não terem nas mãos o seu destino. Convido todos a virem votar, mesmo que não seja por mim”, concluiu Saint-Martin.

 

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