
O ator e escritor português Leão Rebordosa, radicado em França, respondeu à proposta de Frédéric Praud e da associação “Paroles d’Hommes et de Femmes”, e foi contar a sua própria história no quadro do programa “Testemunhos de migrantes no seio dos estabelecimentos escolares”.
Leão Rebordosa fez uma intervenção na segunda-feira 4 de maio, no Liceu Profissional Jean Perin, em Saint Cyr, para partilhar a sua história de vida com uma turma recém-chegada a França.
“Não preciso de falar muito bem o francês e não pensem que é uma desvantagem, quando faço uma palestra, os jovens veem que nós, adultos, estamos a esforçar-nos para eles nos entenderem” explica ao LusoJornal. “Eu não falo bem francês, mas se me esforçar ao máximo, incentivo os jovens a se esforçarem muito mais, para aperfeiçoarem a língua que os acolheu”.
Quase uma centena de estabelecimentos candidataram-se para acolher um ou vários intervenientes com origens noutros países, no quadro desta ação coordenada por Frédéric Praud. O LusoJornal já deu conta de intervenções idênticas do radialista Antoine Borges e da escritora Altina Ribeiro.
“A chave fundamental da minha história é que eu venho dar e receber ao mesmo tempo, para que esta jornada dê para se cultivarem melhor e é assim que funciona. Preciso de alguém do meu lado, para que os alunos percebam melhor a minha mensagem desta jornada, para todos juntos nos entendamos muito melhor” explica Leão Rebordosa.
Depois das intervenções, os professores ajudam os alunos a escreverem a história do orador. “O objetivo deste projeto, não é vender livros, nem fazer turismo, é transmitir, sim, o conhecimento de cada orador, para que haja uma luz verde, para um melhor caminho nas suas vidas futuras” disse Leão Rebordosa que tem trabalhado em restaurantes nas proximidades de Paris.
“Este projeto visa acolher pessoas de outros países, fazendo o mesmo que eu, para que todos juntos façamos com os jovens de hoje procurem o melhor caminho para a sua vida com mais dignidade na nossa sociedade” conclui.






