Os Leitores de português no estrangeiro deram, nas últimas semanas, um passo histórico na afirmação da sua identidade profissional: a criação do Sindicato dos Leitores de Português no Estrangeiro (SiLPE), uma estrutura representativa dedicada exclusivamente à defesa dos direitos, das condições de trabalho e da valorização da carreira destes profissionais que asseguram o ensino da língua, da literatura e da cultura portuguesas no ensino superior fora de Portugal.
A decisão surge num contexto marcado pela crescente complexidade das funções desempenhadas pelos Leitores, que, além da atividade letiva, coordenam Centros de Língua Portuguesa e Centros Culturais Portugueses, promovem a certificação da língua através dos exames CAPLE e desenvolvem um vasto trabalho de diplomacia cultural, investigação e cooperação académica em parceria com universidades, embaixadas e instituições locais.

A criação do SiLPE responde à necessidade de uma representação própria num setor caracterizado pela dispersão geográfica, pela diversidade de regimes laborais e pela ausência de um enquadramento profissional que reconheça plenamente a especificidade das funções dos leitores.
A recente proposta de Regime Jurídico do Ensino Português no Estrangeiro, elaborada sem um processo de negociação efetivo (ler artigo do LusoJornal AQUI), veio evidenciar essa urgência ao ignorar contributos apresentados pelos leitores ao longo dos últimos anos para a construção de uma carreira digna, estável e valorizada.
O novo sindicato nasce, assim, com a missão de unir os profissionais, assegurar uma representação efetiva junto das entidades competentes e afirmar o ensino superior de português, a promoção da língua e da cultura e a diplomacia cultural como áreas estratégicas da ação externa do Estado português.
Poucas semanas após a constituição do sindicato, o SiLPE realizou uma Assembleia Geral extraordinária para eleger os seus primeiros órgãos sociais, marcando o arranque formal da atividade sindical. A Mesa da Assembleia Geral, o Conselho Diretivo e o Conselho Fiscal tomaram posse no fim de semana e iniciam funções, com a defesa da carreira e das condições de trabalho dos leitores como prioridade imediata.
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Mesa da Assembleia Geral
Presidente: Mariana Faria
1.ª Secretária: Ana Corga Vieira
2.º Secretário: Rui Afonso
Suplentes: João Ribeirete e Conceição Pereira
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Conselho Diretivo
Presidente: Célia Mendes
Vice-presidente: Guilherme Figueiredo
1.ª Secretária: Isabel Gaspar
2.ª Secretária: Cláudia Gavinho
Tesoureira: Anaísa Gordino
Suplentes: Maria José Homem e Ana Rita Sousa
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Conselho Fiscal
Presidente: Vera Fonseca
1.º Vogal: João Miguel Henriques
2.ª Vogal: Ana Paixão
Suplente: Sofia Santos






