LusoJornal | Mário Cantarinha

L’Haÿ‑les‑Roses: Casa Saudade organizou primeira Gala de Fado com sala cheia

A associação Casa Saudade, em parceria com a associação Corações Unidos de Portugal, organizou na passada sexta‑feira, 25 de setembro, a sua primeira Gala de Fado, no auditório municipal de L’Haÿ‑les‑Roses (94). A iniciativa reuniu vários fadistas da região parisiense e encheu praticamente a sala, num evento que pretende afirmar o fado como expressão cultural regular na Comunidade portuguesa da Île‑de‑France.

O organizador da gala foi o jovem fadista Matthieu Domingues, que explicou ao LusoJornal que a ideia surgiu da necessidade de criar mais espaços dedicados ao fado. “Achei que tínhamos de dar valor ao fado. Há associações que fazem um trabalho importante, mas ainda é pouco. Quis reunir colegas fadistas da região e reforçar a união”, disse.

O cartaz reuniu Cláudia Costa, Mariana Portugal, Mónica Cunha, Lúcia Araújo, Hugo Vitorino e Daniela Costa, esta última vinda de Dijon para participar no evento. A acompanhar os fadistas estiveram Manuel Mendes na guitarra portuguesa, Jean‑Philippe na viola de fado e Philippe Leiba no baixo.

Apesar da gala coincidir com a visita do Papa Francisco a Paris, o público respondeu em força. Matthieu Domingues brincou com a situação: “Mandei-lhe um convite, mas disse que estava muito ocupado. Talvez tenha abençoado a gala de alguma maneira” comentou a sorrir.

A Casa Saudade é uma associação franco‑portuguesa dedicada às tradições e ao fado, e esta primeira gala foi organizada em conjunto com a associação Corações Unidos de Portugal, sediada em L’Haÿ‑les‑Roses. “Eles proporcionaram que estivéssemos aqui esta noite. Somos uma associação jovem, mas com vontade de trabalhar”, explicou o organizador.

Matthieu Domingues pretende que a Gala de Fado se torne um encontro anual. “Se Deus quiser e se o público nos seguir, vamos continuar. Não queremos fazer muitos eventos, mas um ou dois por ano para manter o fado na sua posição em Paris”, afirmou.

No final, deixou uma mensagem aos leitores do LusoJornal: “Convido todos os que não puderam vir a esta gala a virem à próxima. Tenho muitos defeitos, mas não me podem dizer que não sou autêntico ou que não faço as coisas com o coração”.

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