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Livro sobre Resistentes portugueses em França apresentado em Paris

LusoJornal / Luísa Semedo LusoJornal / Luísa Semedo LusoJornal / Luísa Semedo LusoJornal / Luísa Semedo

No domingo dia 10 de novembro teve lugar na Casa de Portugal na Cité Universitaire a apresentação do livro “A sombra dos Heróis – A história desconhecida dos resistentes portugueses que lutaram contra o nazismo” da autoria de José Manuel Barata-Feyo.

O livro “Sombra dos Heróis”, para citar a sua contracapa “dá vida à história desconhecida de centenas de homens e mulheres de carne e osso, lutadores de exceção, num relato fascinante sobre a resistência e abnegação humanas” e prossegue explicando que “cidadãos de um país neutro, centenas de Portugueses podiam ter-se adaptado às circunstâncias e ao diktat do invasor alemão. Em vez disso deixaram o conforto relativo das suas famílias, das suas casas e dos seus empregos, esqueceram o interesse próprio e lançaram-se num combate desigual pela liberdade”.

O livro retrata assim a luta de mais de três centenas de resistentes portugueses em França durante a II Guerra Mundial e inclui uma lista com os nomes e vários detalhes biográficos de cada um. O autor explicou no encontro que todos os nomes provêm dos arquivos franceses e que são, portanto, nomes oficiais verificados.

O livro comporta também testemunhos na primeira pessoa destes resistentes como o de Bento da Costa que declara em 1945 “Se tivesse de recomeçar, voltaria a fazer o mesmo caminho com todo o meu coração para abolir a brutalidade nazi”.

O autor José Manuel Barata-Feyo nasceu em 1947, na Soalheira, serra da Gardunha. Exilado em Paris, cidade onde iniciou a carreira jornalística, trabalhou para o International Herald Tribune, foi o assistente do Diretor para a Europa, África e Médio Oriente do New York Times News Service e colaborou com o jornal francês Libération.

Depois do 25 de Abril foi correspondente na capital francesa da agência noticiosa ANOP, de vários jornais e revistas portugueses e, a partir de outubro de 1978, da RTP2. Regressou a Portugal em 1980, exercendo vários cargos de chefia e direção em jornais, revistas e televisão.

O encontro foi organizado pelo Convivium Lusophone e a associação “Les amis du Lusofolie’s” e contou com a participação do historiador e Diretor da Secção Internacional de Português do Liceu de Saint Germain-en-Laye, José Carlos Janela, que fez uma contextualização histórica, do jornalista da Rádio Alfa, Artur Silva, que colocou perguntas ao autor, do Embaixador de Portugal na Unesco, Sampaio da Nóvoa, que fez uma intervenção sobre a importância do livro e estabeleceu uma ponte com a situação atual de um mundo que está a viver o recrudescimento da extrema-direita.

O encontro contou ainda com as participações do ator Jorge Tomé que fez algumas leituras de excertos do livro e do cantor Dan Inger dos Santos que cantou uma canção sobre a guerra. O encontro foi coordenado pelo organizador do evento, João Heitor, que começou por pedir um minuto de silêncio por todos estes Resistentes, tendo sido um dos momentos mais emocionantes do encontro.

Por fim o público pôde colocar questões ao autor e o encontro encerrou com uma sessão de autógrafos e um cocktail providenciado pela associação “Hirond’Ailes”.

 

Linda de Suza 19/20
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