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Criado em 2009, o grupo o baile Lusibanda nasceu em casa da família Pereira, em Le Havre, e pouco a pouco foi ganhando fama em todo o país. Antes da pandemia de Covid-19, tinha espetáculos praticamente todos os fins de semana, e por vezes mais do que um por semana.

Filipe Pereira aprendeu a tocar música em pequeno e todos os anos, quando ía com os pais de férias a Ourém, inscrevia-se numa escola de música e passava o mês inteiro a estudar. “O meu marido foi Campeão de teclado aqui no Havre e a minha mãe cantava fado em casa” conta Manuela, a mulher. “Por isso, aqui em casa há música todo o dia. Não podemos viver sem música”.

Até 2009, a música ficava na família. Filipe no teclado e Manuela a cantar. A filha mais velha, Virginie, juntou-se aos pais quando lhes foi solicitado que animassem uma festa da associação portuguesa local. Foi assim que saíram do circuito familiar e passaram, os três, para cima dos palcos.

Entretanto, Virginie decidiu enveredar por uma carreira artística a solo e foi substituída pela irmã, Salomé. “Só a nossa filha mais nova, a Inês, com 18 anos, não canta. Prefere dançar” diz Manuela Pereira, originária do Porto.

“Cantamos música pimba” diz Filipe Pereira. O objetivo é mesmo animar os bailes, fazerem com que as pessoas dancem. Até o papagaio que têm em casa parece concordar que “baile é para levar alegria às pessoas”.

Agora, está tudo parado. Em setembro ainda foram cantar na Feira popular de Lille, e talvez em maio vão cantar a um Lar de terceira idade. “Os Franceses também gostam muito de nós. Gostam das nossas canções, dançam, cantam connosco. Fomos uma vez a um Lar e eles tinham aprendido uma canção em português para nos surpreenderem” diz Manuela Pereira ao LusoJornal.

O material que entretanto foram comprando não está parado. “Temos aproveitado esta pandemia para ensaiarmos novos temas musicais, e também mais temas em francês” conta a vocalista do grupo.

Manuela Pereira bem gostava que as filhas conseguissem “vingar” na carreira musical que a mãe não fez e que o próprio casal considera já ser tarde para a aventura.

A Lusibanda é também uma associação e organiza as suas próprias festas no Havre. Já convidaram músicos como os Némanus, Luís Filipe Reis, José Malhoa, Emanuel ou as Bombocas. “Vamos lá ver se o confinamento acaba, senão damos todos em malucos” diz Manuela Pereira ao LusoJornal. Salomé, a filha que os acompanha, com 22 anos de idade, parece da mesma opinião. “Ela ainda hoje nos disse que espera que os espetáculos retomem rapidamente porque também já está a aborrecer-se”.

E quem não espera?

 

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