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O antigo Diretor do Serviço da Pastoral das Migrações da Conferência Episcopal Francesa – Service national de la pastorale des migrants et des personnes itinérantes (SNPMPI) -, José Coutinho da Silva faleceu na segunda-feira desta semana e foi sepultado esta quarta-feira de manhã em Orléans.

José Coutinho da Silva foi vítima de doença prolongada, mas o seu funeral teve de ser realizado na mais estrita intimidade imposta pela pandemia de Covid-19. Uma cerimónia teve lugar na Igreja de Saint Jean Bosco, em Orléans e “uma missa terá lugar em sua memória, desde que tal seja possível”.

Em Portugal, a Obra Católica Portuguesa de Migrações (OCPM), prestou homenagem ao colaborador dos bispos franceses. “Foi uma ponte entre a igreja portuguesa e francesa”, assinala Eugénia Quaresma, Diretora da OCPM, citada pela agência Ecclesia.

Ainda segundo a Ecclesia, D. Januário Torgal Ferreira, bispo emérito das Forças Armadas, acompanhou o trabalho do leigo português em França, recordando-o como “a pessoa mais sensível e capaz” que encontrou no mundo da emigração. “Foi um português que honrou a Igreja em Portugal e a humanidade”.

José Coutinho da Silva veio para Paris há cerca de 50 anos e o atual Diretor do Service national de la pastorale des migrants et des personnes itinérantes (SNPMPI) é outro português, Carlos Caetano

Segundo a agência de imprensa da igreja portuguesa, o Presidente da Confederação Nacional das Instituições de Solidariedade (CNIS), Lino Maia, recorda que José Coutinho da Silva procurou responder às necessidades que surgiram no “pico da emigração clandestina” para França, um trabalho que lhe valeu a admiração da Conferência Episcopal Francesa e do Bispo de Orleães, que lhe confiou a responsabilidade de coordenar uma equipa pastoral, numa comunidade com muitos migrantes, em particular magrebinos. “O perfil deste homem devia ser estudado, por aquilo que era e por aquilo que fez”.

Numa entrevista à Ecclesia, em 2016, José Coutinho da Silva falava da sua ligação ao país natal: “Eu sei de onde vim, procuro um caminho para onde vou e há muita gente que o dinheiro os fez esquecer de onde vieram”.

“Na quase totalidade das dioceses de França, os Portugueses que se aproximaram ou que se deixaram aproximar pela Igreja têm uma presença importante na vida das diferentes comunidades paroquiais”, assinalava ainda.

 

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