O motoclube franco-português “Les Terribles”, sediado em Aubagne (13), perto de Marseille, mobilizou 14 elementos para prestar assistência à organização da corrida Marseille-Cassis. Em entrevista ao LusoJornal, o Presidente, Telmo Gomes, explica as funções desempenhadas pelos membros do clube e recorda o percurso de um grupo de amigos que começou a reunir-se em 2012 e se constituiu como associação em novembro de 2019.
A Marseille-Cassis é uma corrida de estrada de 20 quilómetros que liga Marseille à cidade de Cassis, passando pela subida da Gineste e pelo Parque Nacional das Calanques. Organizada no último domingo de outubro, reúne cerca de 20 mil inscritos e mobiliza mais de 800 voluntários. A dimensão da prova exige um importante dispositivo de segurança e assistência ao longo do percurso, no qual participam os membros dos “Les Terribles”.
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Como nasceu o motoclube “Les Terribles”?
Tudo começou em 2012, com um grupo de amigos que se juntava ao domingo de manhã para dar uma volta de mota pela região. Depois, foram chegando outros amigos e conhecidos. O grupo foi crescendo e, em novembro de 2019, decidimos criar uma associação ao abrigo da lei francesa de 1901. Para responder a determinados pedidos e participar em eventos como Marseille-Cassis, precisávamos de ter uma estrutura associativa.
Quantos membros têm atualmente e o que os une?
Temos cerca de 40 associados. Contando com as pessoas que nos ajudam e participam nas atividades, somos à volta de 60 a 65 pessoas. O que nos une é a paixão pelas motas e o convívio. Também temos membros que não têm mota, mas que fazem parte do clube e são necessários em determinados eventos, sobretudo na logística. Somos uma associação franco-portuguesa, com franceses e portugueses.
Que atividades organizam ao longo do ano?
Temos o aniversário do motoclube e o jantar de Natal em família. Continuamos também a fazer os nossos passeios de domingo de manhã. Todos os anos organizamos uma saída de mota ao estrangeiro. No ano passado, por exemplo, fomos à Suíça durante um fim de semana. Fomos de mota, mas também levámos carros de assistência. Durante o ano, organizamos ainda formações de segurança e de segurança rodoviária, porque são conhecimentos necessários no quotidiano. Além disso, prestamos assistência em grandes eventos nacionais e internacionais, como o triatlo Ironman de Aix-en-Provence e também a corrida Marseille-Cassis. Participamos também na organização de eventos no circuito de Le Castellet, como o Bol d’Or, provas de camiões, de Fórmula 1 clássica e de ciclismo.
Como começou a vossa colaboração com Marseille-Cassis?
Foi através de uma pessoa que fazia parte da organização e que conhecia o trabalho que eu fazia. Começámos há cerca de seis ou sete anos, já não me recordo exatamente. Desde então, têm-nos solicitado cada vez mais, porque gostam das nossas intervenções. Estes grandes eventos precisam de pessoas responsáveis e disponíveis.
Qual foi o papel dos 14 elementos mobilizados este ano?
Tivemos elementos na segurança e no controlo dos acessos ao percurso, mas também no transporte de médicos de mota ao longo da corrida. Outros ficaram a vigiar os acessos às habitações, porque as estradas estavam cortadas. De uma forma geral, neste tipo de provas, podemos assegurar o acompanhamento de médicos, jornalistas e árbitros. As funções variam consoante as necessidades da organização.

O que representa esta participação para o clube?
É uma mais-valia e permite que sejamos cada vez mais reconhecidos. Já fomos contactados para prestar assistência noutros grandes eventos em França, como a Volta a França e as 24 Horas de Le Mans. Mas nem sempre conseguimos aceitar. Tudo depende da disponibilidade de cada um, porque as pessoas trabalham e têm os seus compromissos. O reconhecimento vem da nossa assiduidade e da responsabilidade com que participamos nestes eventos.
É necessário ter mota para aderir ao clube?
Não. É preciso gostar deste meio, do desporto, do lazer e de participar nas atividades. Em determinados eventos no circuito de Le Castellet, por exemplo, estamos no local a desempenhar funções que não exigem mota. Quem quiser vir é bem-vindo, desde que tenha vontade de participar. Para fazer parte de uma associação, é preciso dar um pouco de si e do seu tempo.
Quais são as próximas atividades previstas?
Até ao final do ano, além dos passeios de domingo de manhã, temos o jantar de Natal em família, que se realiza em dezembro. Depois, cada ano é diferente. Há anos em que temos mais eventos e outros em que temos menos. Depende dos pedidos de assistência e dos compromissos assumidos com as organizações.







