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Nova sede da APSCR: Foi inaugurada a Casa de Portugal de Champigny

LusoJornal / Carlos Pereira LusoJornal / Carlos Pereira LusoJornal / Carlos Pereira LusoJornal / Carlos Pereira LusoJornal / Carlos Pereira LusoJornal / Carlos Pereira LusoJornal / Carlos Pereira

No sábado passado, foi inaugurada a Casa de Portugal de Champigny-sur-Marne, um espaço que passa a ser a sede social da Associação Portuguesa Sócio-Cultural e Recreativa de Champigny.

A casa está integrada no complexo da Maison des Associations e era a antiga casa dos guardas da residência de idosos que ali funcionava. Foi completamente restaurada pelos voluntários da associação, com a ajuda de muitas empresas portuguesas e foi agora inaugurada pelo Maire de Champigny, Christian Fautré, e na presença da Secretária de Estado das Comunidades Berta Nunes, do Embaixador de Portugal em França Jorge Torres Pereira, do Cônsul Geral de Portugal em Paris, António de Almeida Moniz e do Cônsul Geral Adjunto João de Mello Alvim, entre muitas outras personalidades. Estava também presente uma forte delegação de Alpiarça, presidida pelo seu autarca, porque Champigny e Alpiarça têm um Protocolo de geminação em curso.

Para António Lopes, o Presidente da associação, este foi um dia importante. “Hoje chegamos enfim ao dia importante. Há já um ano e meio que queríamos que este dia chegasse” disse ao LusoJornal.

A casa foi atribuída à associação portuguesa por 40 anos, mas estava num estado de conservação bastante degradado. A associação fez obras de alargamento e restaurou praticamente tudo. “O exterior foi conservado e até melhorado, mas por dentro foi tudo demolido e a associação fez obras importantes” refere o Maire Christian Fautré.

As obras foram inicialmente orçamentadas em cerca de 200 mil euros e a Mairie de Champigny atribuiu um subsídio de 60.000 euros. Mas não chegou. Manuel Marques, Tesoureiro da associação, subiu ao palco para agradecer aos voluntários que trabalharam na obra e às “empresas que ajudaram com material e com mão de obra, entre as quais o Banque BCP que nos apoiou neste projeto”.

“Não posso esquecer de agradecer todos os empresários que nos ajudaram, deram muito material, houve uma solidariedade muito grande entre os empresários portugueses e as pessoas que nos vieram ajudar” disse o Presidente António Lopes. “Nós tivemos uma pessoa, que é o senhor António dos Santos, que anda aqui há um ano e meio a trabalhar de borla todos os dias”.

A APSCR tem 40 anos, feitos este mês. A partir de janeiro, o grupo de folclore da associação – o rancho Saudades de Portugal – já vai passar a ensaiar na nova sede, assim como as aulas de português para crianças e para adultos. “E vamos fazer novas atividades porque antes não podíamos fazer” promete António Lopes.

Tanto o Maire da cidade como os Dirigentes da associação lembraram o antigo Maire Dominique Adenot “que sempre acreditou neste projeto”. E todos felicitaram a associação pela persistência e pela qualidade da nova sede, incluindo o Presidente da Câmara municipal de Alpiarça.

“Champigny terá sempre um significado importante para Portugal, mas não queremos que a Comunidade se feche sobre si. Pelo contrário, queremos que continue como é atualmente, que os Portugueses e os Franceses se liguem com laços de amizade, por vezes até familiares” disse o Embaixador Jorge Torres Pereira na sua intervenção. “Este projeto foi-me apresentado quando eu assumi funções em França e tenho-o acompanhado até agora”.

“Foi importante vir aqui a Champigny” lembrou a Secretária de Estado Berta Nunes, antes mesmo de ter visitado a associação e de ter descoberto algumas fotografias de Gérald Bloncourt. “A Comunidade chegou aqui nos anos 50 e 60, lutou, teve a solidariedade dos Franceses, daqueles que perceberam que era importante acolher os Portugueses, que vieram cá ajudar a reconstruir a França”.

Champigny viveu pois mais uma jornada portuguesa e por várias vezes foi evocada a vinda do Presidente da República e do Primeiro Ministro de Portugal para a inauguração do Monumento de homenagem ao antigo Maire Louis Talamoni, construído pela associação Les Amis du Plateau. Aliás, Berta Nunes não podia deixar de visitar, também ela, este importante monumento erguido no sitio onde estava o maior “bidonville” da Europa.

 

 

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