Novo filme português “Lúcido”, de Vier, na Competição Imersiva do Festival de Cannes


O filme português “Lúcido”, de Vier, tem estreia mundial no 79º Festival de Cinema de Cannes, em maio, integrado na secção paralela “Competição Imersiva”, na qual competem “nove experiências inéditas”.

“Desde a projeção de vídeo em grande escala até à realidade virtual, esta seleção ilustra a vitalidade de uma arte em plena evolução que renova as formas de conceber, partilhar e viver as narrativas”, refere a organização do festival, num comunicado divulgado esta semana no qual são revelados os filmes da Competição Imersiva.

“Lúcido”, de Vier, artista multidisciplinar que trabalha nas áreas da animação, da pintura e dos meios imersivos, é uma das “nove experiências inéditas, provenientes de oito países, na corrida pelo prémio de Melhor Obra Imersiva” na terceira edição da Secção Competitiva.

De acordo com informação disponível no ‘site’ da produtora Cola Animation, “Lúcido” é “uma experiência narrativa interativa de realidade virtual”.

“Os espaços de ‘Lúcido’ surgiram de uma tentativa de transpor a prática visual de Vier para a realidade virtual. As imagens duplas marcam momentos de transição entre sonhos comuns e sonhos lúcidos. Numa imagem dupla estática, duas realidades coexistem simultaneamente, em ‘Lúcido’, estas imagens ganham movimento e tridimensionalidade”, lê-se no ‘site’.

Com música de Filipe Raposo, e as vozes de Tadeu Faustino e Rafael Gomes, na versão portuguesa, e de Joshua Dowden e José Maria Forjaz, na versão inglesa, “Lúcido” faz parte da “The Dream Anthology”, uma colaboração entre seis estúdios – Cola Animation (Portugal), Delirium XR (Brasil), Dinamita Animación (Colômbia), Studio Kimchi (Espanha), Robin Studio (Italia) e Ouros Animation (Dinamarca) – que visa promover experiências originais de realidade virtual.

O 79º Festival de Cinema de Cannes decorre de 12 a 23 de maio. A Seleção Oficial inclui “Aquí”, do realizador português Tiago Guedes, baseado na ‘trilogia de Jesus’ do escritor sul-africano J.M. Coetzee. “Aquí”, com produção da Leopardo filmes, é apresentado na secção Cannes Première, fora de competição.

A programação do festival integra também as curtas-metragens “Algumas Coisas que Acontecem ao Lado de um Rio”, de Daniel Soares, em estreia mundial, e “Onde Nascem os Pirilampos”, de Clara Vieira.

“Algumas Coisas que Acontecem ao Lado de um Rio”, com produção das portuguesas O Som e a Fúria e Kid With a Bike com a francesa L’Oeil Vif Productions, está na competição de curtas-metragens e marca o regresso de Daniel Soares a Cannes, onde recebeu uma menção honrosa em 2024 com “Bad for a Moment”.

Na secção La Cinef, destinada a filmes de escolas de cinema está a curta-metragem “Onde Nascem os Pirilampos”, de Clara Vieira, da Escola Superior de Teatro e Cinema.

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