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O Estado Novo, o 25 de Abril e a Emigração estão estreitamente relacionados.

Mesmo os Emigrantes da dita “Emigração económica” vieram para França devido à situação precária do país, e por conseguinte, indiretamente, por razões Políticas, mesmo se muitas vezes recusando determinantemente que disso se tratou.

Este ano não é o caso, por causa da pandemia de Covid-19, mas é impressionante o número de eventos que costumam ter lugar em França para comemorar esta data. Desde autarquias, a associações, passando até pelas representações diplomáticas e por instituições bancárias.

Na redação do LusoJornal, temos sido ultrapassados pelo número de manifestações nas mais variadas formas, que dificilmente conseguiremos cobrir na sua totalidade. Mas este ano, sentimos a ausência destes eventos.

Por isso, decidimos publicar, durante todo o dia, testemunhos de “personalidades” da Comunidade portuguesa, que tínhamos recolhido para os 40 anos do 25 de Abril, com a cumplicidade do fotógrafo Mário Cantarinha.

Mário Cantarinha é fotógrafo, tem um banco de imagens impressionante e a maior dificuldade foi a de escolher apenas 40 Portugueses (20 homens e 20 mulheres).

Na altura, há 5 anos, aquilo que devia ser apenas uma galeria de imagens com pequenas frases das personalidades escolhidas, acabou por se transformar num viveiro profundo de testemunhos sobre esta efeméride, que muito honra o LusoJornal.

Ainda não tínhamos publicado estes testemunhos na edição digital do LusoJornal e por isso, aproveitamos esta período de confinamento, em que cada um está certamente fechado em casa para lutar contra um vírus que ainda nem sabemos bem que características tem, para voltar a gritar que Abril deve sempre ser comemorado.

Para este artigo da Direção da Redação do LusoJornal, escolhemos ilustrá-lo com o Monumento ao 25 de Abril que está, desde 1982, em Fontenay-sous-Bois, por iniciativa de José Batista de Matos.

Foi o primeiro Monumento ao 25 de Abril e o único erguido fora de Portugal. Mas em Nantes há uma Rue de la Révolution des Oeillets, em Evry há uma Allée 25 Avril,…

O antigo Embaixador de Portugal em França, Francisco Seixas da Costa, costumava dizer que sempre se impressionava com a forma festiva como a data era lembrada em França, em oposição aos discursos cada vez mais violentos aos quais se assistem em Portugal.

Aliás cada vez há mais agrumes em relação ao 25 de Abril. Mesmo aqueles que participaram na Revolução, duvidam hoje do seu resultado, como que se tivessem esquecido já, apenas 40 anos depois, do regime de opressão, da censura, da noite que se abatia sobre Portugal!

Estas dúvidas, apenas abrem as portas para aqueles que, dando mais um passo, acabam por dizer que “antes é que era bom”.

O 25 de Abril levou Liberdade a Portugal, levou Democracia,… deu a palavra ao Povo. Esta foi a melhor forma que nós também encontrámos de comemorar esta data: dando a palavra ao Povo!

O LusoJornal agradece a colaboração de Mário Cantarinha, pela insistência e persistência de ter levado a termo esta empreitada. Todas as fotografias publicadas neste dossier durante todo o dia de hoje são da sua autoria.

 

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