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Opinião: Como se vive a terceira vaga de Covid-19 em Portugal

LusoJornal / Jorge Campos LusoJornal / Jorge Campos LusoJornal / Jorge Campos
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Estamos em fim de janeiro 2021 e as viagens internacionais estão em risco de serem condicionadas com a exigência de provas de laboratórios onde se diz que os viajantes não estão positivos e contagiosos.

Em Portugal, os números de contagiados e de óbitos por Covid-19 estão a bater recordes todos os dias. No centro e interior do país, os números são assustadores, pois o serviço SNS anuncia desde há dias saturação de vários hospitais, como Coimbra, Viseu e Guarda.

Nas ruas a população respeita moderadamente as regras do confinamento sem grande empenho ou responsabilidade. Nas pequenas localidades, mesmo se há conhecimento de casos “positivos”, as famílias não deixam de se encontrar e de circular nas vias públicas assim como nos comércios ditos “essenciais” e outros que abrem ao público por horas durante o dia, desafiando assim as autoridades.

“Os empregados da construção pública e fábricas continuam a trabalhar e por vezes não respeitando as regras de distanciamento. Nos transportes é sempre em lotação máxima, e não falo dos transportes públicos pois aí nada é respeitado… se podem entrar sessenta, entram setenta ou mais” diz João Soares. “Não me admira nada que tudo esteja cada vez mais perigoso com o número de pessoas doentes a aumentar e terem que ser hospitalizados. Quase ninguém, ou poucos, respeitam as regras” concluiu com tristeza.

As deslocações de aldeia para aldeia ou de vila para vila são limitadas, mas a circulação é feita quase na mesma intensidade, só com o medo da Policia e das multas. Os comércios, na maior parte estão fechados, restaurantes e cafés são os que mais respeitam o confinamento, mas nos outros não se pode verificar o mesmo respeito das regras do confinamento.

Nas casas de idosos são os empregados que, após o seu dia de trabalho, se transformam em pessoas de contágio, vindos do exterior, transmitindo o vírus aos utentes assim como às suas famílias. Aqui, pouco ou nada é respeitado.

“Está tudo contaminado… e coitados dos nossos ‘velhotes’ que vão partindo. Aqueles que estão mais fracos ou debilitados por patologias com risco, esses não resistem, e daí os números altíssimos de óbitos, que temos vindo a registar em Portugal. Hoje estamos a viver ou a ‘pagar’ o ‘desleixo’ que se verificou durante as festas do Natal e fim de ano. As pessoas não respeitaram nada. As famílias estavam juntas como se nada fosse e também a assinalar que muitos dos nossos emigrantes, na Suíça e França vieram adicionar com a sua presença os numerosos contágios que hoje se estão a verificar nas nossas regiões” disse Judite Santos. “Numa aldeia aqui perto de Viseu, famílias de emigrantes vindas da Suíça, contaminaram essa aldeia, que tem perto de 1.200 pessoas, e onde hoje se contam quarenta óbitos com idade de mais de oitenta anos, e quatro com menos de cinquenta anos. Foi uma notícia triste e que podíamos ter evitado se houvesse mais respeito pelos outros, respeitando as regras de confinamento impostas nesta época de festas”.

Chegou também a notícia, vinda do Governo, que a partir de domingo dia 31 de janeiro, à meia-noite, o fecho das fronteiras será total para os Portugueses, e só em casos de maior urgência, ou aqueles que voltam aos seus domicílios, o que aqui seria o caso dos emigrantes, será possível então passar a fronteira, seja ela terrestre, naval ou aérea.

 

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