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O comportamento de um grupo de orcas que atacaram no dia 1 de novembro um veleiro francês nas costas do norte de Portugal, ao largo de Viana do Castelo, tem sido notícia hoje nos órgãos de comunicação social francesas e foi até assunto de destaque no Telejornal de ontem à noite, em alguns canais de televisão.

Quatro tripulantes de um veleiro francês tiveram de ser socorridos depois do barco onde navegaram ter sido alvo de um ataque de orcas, provocando o afundamento da embarcação.

Quando as autoridades chegaram à área após o ataque, constataram que os passageiros foram resgatados por um outro veleiro que estava próximo e ninguém ficou ferido. Uma fotografia compartilhada pela autoridade marítima mostrava o barco meio afundado. A estação de salva-vidas de Viana do Castelo chegou mais tarde para inspecionar os destroços.

Os sobreviventes franceses filmaram o ataque e têm-no mostrado nas redes sociais.

Este comportamento considerado “anormal” deste tipo de espécie de mamífero marítimo já foi verificado contra outros barcos nas costas europeias, nomeadamente nas costas de Portugal e de Espanha. Os especialistas não perceberam ainda quais as razões que levam este animal, reputado por ser pacífico, a interferir com embarcações, mas tudo indica que atacam sobretudo os lemes. Há quem explique que as orcas gostam da sensação da pressão da água produzida pela hélice dos barcos e, frustradas quando esta não gira, atacam o leme. Outra hipótese é a possibilidade de se tratar de grupos de orcas jovens, mais curiosas e travessas.

A orca é membro da família dos golfinhos de maior porte e é um superpredador versátil, que inclui na sua dieta presas como peixes, moluscos, aves, tartarugas, focas, tubarões e animais de tamanho maior quando caçam em grupo, como por exemplo baleias.

 

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