
A Ministra da Energia explicou ontem que Portugal se viu obrigado a enviar uma parte das reservas estratégicas de combustível para França por falta de capacidade de armazenamento no país, após declarações do Secretário-geral do PS, que questionou esta operação.
No final da reunião do Conselho de Ministros de ontem, Maria da Graça Carvalho, disse que o encerramento da refinaria de Matosinhos em 2021 reduziu a capacidade de armazenamento de crude e combustíveis. Por isso, indicou, Portugal viu-se “obrigado a enviar parte das suas reservas para França”, sendo estas menos de um décimo do total, assegurou, indicando este é um sistema “muito utilizado na Europa”.
“Vamos requerer informação à Ministra do Ambiente, na medida em que, a serem verdadeiras as informações que nos transmitiram, significaria que o país poderá estar numa situação crítica quanto às reservas estratégicas de combustíveis”, disse o líder do PS.
José Luís Carneiro disse que tinha recebido a informação “de que o Estado português mobilizou uma parte das suas reservas estratégicas de energia para França” e também que está a comprar um tipo de crude “que não tem aplicação enquanto combustível imediato” já que “exige um tipo de refinação” que diz não existir em Portugal.
“Nós estamos muito bem nas nossas reservas. Em geral, nos combustíveis líquidos, temos 92 dias, o recomendado é 90. No ‘jet fuel’, tivemos um aumento de 3% no consumo até ao fim de agosto, mas conseguimos ter mais 18% de reservas”, disse Maria da Graça Carvalho.
A Ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho garantiu que o Governo português está a monitorizar a situação internacional, que considera preocupante, mas assegura que Portugal tem boas reservas de combustível. “Como eu tenho sempre dito, temos uma diversidade de fornecedores de combustíveis que têm sido sempre muito confiáveis, nenhum deles está na zona de instabilidade, portanto temos o Brasil, a Nigéria, a Algéria e os Estados Unidos como principais fornecedores”, explicou.






