Presidenciais’21: Jovens da comunidade portuguesa em França queixam-se de falta de informação

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Vários jovens da Comunidade portuguesa em França reuniram-se ontem num debate nas redes sociais sobre as presidenciais portuguesas, queixando-se da falta de informação e sublinhando a importância do voto e “a defesa da liberdade e democracia”.

A associação Cap Magellan, principal associação em França que reúne jovens de origem portuguesa, organizou ontem um debate no Facebook, onde vários lusodescendentes deram a sua opinião sobre as eleições presidenciais.

“Vi todos os candidatos, interessei-me na Ana Gomes, mas tive dificuldades em encontrar mais informações”, disse Jessica Rodrigues, que nasceu em França e licenciou-se em Estudos Portugueses.

Este foi um ponto recorrente do debate entre os jovens, com Mariana Ferreira a partilhar a mesma dificuldade. “Era importante haver mais informação para a população e as pessoas saberem o que cada um defende e o que cada um quer para o país”, disse a jovem que viveu em França durante quatro anos e agora regressou a Portugal, apoiando o candidato Tiago Mayan.

Já as motivações que vão levar estes jovens a votar no próximo fim de semana são variadas. “Nestas eleições, o que me leva a ir votar é a defesa da liberdade e da democracia. Estas eleições são quase cruciais. Mesmo não sendo uma pessoa super informada, de há um tempo para cá, tento seguir as candidaturas e os debates e senti um perigo no que toca à minha liberdade e ao que eu desejo fazer amanhã”, defendeu Alexandra Rosa, que estuda em França há cinco anos.

Preocupada com os extremismos políticos, a Comunidade portuguesa em França encontra o equilíbrio nos valores comuns da Europa. “O ponto comum entre a França e Portugal é a Europa. E é nos pais fundadores da Europa que eu encontro as ideias para combater as ideias de extrema-direita e extrema-esquerda e da defesa de qualquer regime totalitário”, referiu Adeline Afonso.

A estabilidade e a ligação dos candidatos com a comunidade é fundamental para alguns dos intervenientes no debate. “Os meus objetivos nesta votação são diferentes quando sou filho de emigrantes e vivo a 2.000 quilómetros de Portugal. E do que estou a precisar, tive resposta com Marcelo Rebelo de Sousa. Para já, tem a ver coma estabilidade e, em segundo lugar, tivemos um Presidente que veio ao contacto com os emigrantes”, lembrou Mickaël Fernandes.

Quanto às condicionantes da Covid-19 e à falta de voto por correspondência, a opinião é que as alterações deviam ter sido feitas antes das eleições de modo a dar as melhores condições de voto à Comunidade.

“Eu sei que é importante haver eleições, mas temos de perceber que há a parte da saúde. Eu sei que para as legislativas se pode votar por correspondência e não percebo porque é que isso não pode ser feito para o Presidente da República. Para mim, não tira a legitimidade do voto”, concluiu Mariana Ferreira.

Os cidadãos portugueses residentes em França podem deslocar-se nos dias 23 e 24 de janeiro a 11 Consulados espalhados por todo o território francês.

 

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LusoJornal