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O Presidente português, Marcelo Rebelo de Sousa, considerou que a inauguração no sábado de uma rua em Paris com o nome da artista portuguesa Maria Helena Vieira da Silva é “uma justa homenagem”.

“Há muito que a sua posteridade está garantida, mas este gesto, iniciativa dos eleitos de Paris e da comunidade portuguesa, é uma justa homenagem de quem conhece a vida e obra de Vieira da Silva e uma outra forma de a dar a conhecer aos parisienses e ao mundo”, escreveu Marcelo Rebelo de Sousa, na página oficial da Presidência na internet.

Na breve mensagem, o chefe de Estado português assinalou que Vieira da Silva “nunca perdeu a ligação a Portugal”, embora tenha vivido “quase toda a vida em Paris”, chegando a obter a nacionalidade francesa em 1956.

O Presidente da República acrescentou que a artista foi “diversas vezes distinguida”, tanto por Portugal, como por França.

Apesar de já ter o nome de Vieira da Silva desde 2013, no sábado a rua no 14.º bairro da capital francesa será inaugurada por vários eleitos locais, numa festa popular aberta a todos os habitantes.

“Foi uma sugestão dos eleitos de Paris, mas também da comunidade portuguesa, que há alguns anos queria homenagear uma mulher artista nos espaços públicos da cidade. Como tínhamos este novo bairro, pensámos em dar o seu nome à rua porque Vieira da Silva tinha o seu atelier perto desta zona”, disse Carine Petit, presidente da câmara do 14.º bairro, em declarações à agência Lusa.

Maria Vieira da Silva viveu em Paris a maior parte da sua vida, tendo-se estabelecido no 14.º bairro a partir de 1938 com o marido, Arpad Szenes. Este foi um dos principais bairros de artistas no pós-Segunda Guerra Mundial, que se concentravam na zona de Montparnasse, ainda hoje conhecida pelos seus teatros e cinemas.

Esta inauguração oficial faz parte da requalificação de uma das zonas deste bairro da margem esquerda do Sena, onde antes estava um hospital e agora há novos prédios de habitação, serviços à população como um lar e uma creche, mas também um centro artístico financiado pela autarquia de Paris.

Para além de Vieira da Silva, outras figuras como a resistente Huguette Schwartz ou o escritor mexicano Carlos Fuentes também vão ter ruas inauguradas nesta nova região de Paris.

 

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