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A promotora imobiliária francesa Nexity vai investir 68 milhões de euros em três edifícios de apartamentos no Dafundo e Leça da Palmeira, tendo previstos novos projetos de 160 milhões nos segmentos residencial e de residências sénior em Portugal.

“Nesta fase inicial estamos a investir no mercado da Grande Lisboa e do Grande Porto. Nos projetos em que estamos em negociação vamos manter a dinâmica nestas duas cidades e, possivelmente, alargá-la ao Algarve no mercado das residências sénior”, disse à Lusa o Diretor-geral da Nexity Portugal.

Questionado pela Lusa durante o lançamento ‘online’ da empresa, Fernando Vasco Costa justificou “o foco” nas zonas da Grande Lisboa e Grande Porto com o facto de serem “as áreas que têm mais pressão e onde as famílias têm mais dificuldade de acesso a nova habitação”.

Reclamando a liderança no imobiliário residencial em França e um “forte posicionamento” em países como a Polónia, Itália, Bélgica e Alemanha, a multinacional francesa – que está cotada na bolsa de Paris – instala-se em Portugal com o objetivo de “mudar o paradigma da habitação” e assumir-se como “marca líder do mercado” no país.

“Estamos focados em ter produtos acessíveis às famílias portuguesas. Queremos inovar, desenvolvendo residências sénior, soluções para jovens famílias que hoje não têm acesso a habitação e também perceber se há uma oportunidade de desenvolvimento no mercado do arrendamento”, afirmou o Diretor-geral.

Após dois anos “a analisar várias oportunidades” em Portugal, a Nexity adquiriu “alguns terrenos” e está a desenvolver três projetos de imobiliário residencial: um no Dafundo, na Grande Lisboa, e dois em Leça da Palmeira, no Grande Porto, atualmente “em fase final de projeto de licenciamento” e com início de comercialização previsto para setembro.

Conforme adiantou o Diretor de vendas, Ricardo Roquete, no Dafundo o investimento será de 24 milhões de euros, num conjunto residencial “bem perto do rio”, composto por quatro edifícios de apartamentos, com 101 unidades de tipologias T0 a T4+1 e preços na ordem dos 360 mil euros para os T2 e a partir dos 500 mil euros para os T3.

Já na zona de Leça da Palmeira, no Porto, está previsto um investimento da mesma ordem na construção de uma torre residencial de 21 pisos com 108 apartamentos de tipologias T0 a T4, com preços a partir dos 160 mil euros para os T2 e dos 290 mil euros para os T3.

Já em “fase de arranque” está uma segunda fase deste empreendimento em Leça, num investimento adicional de 20 milhões de euros.

“Através dos nossos projetos queremos ser parte da solução para um problema que é a falta de oferta na habitação a preços ajustados às famílias portuguesas. Queremos, por isso, representar uma verdadeira mudança, construindo casas junto dos grandes centros urbanos, onde neste momento essa oferta é praticamente inexistente no país, e a preços que os portugueses possam pagar. Temos a convicção de que iremos transformar a oferta de habitação nacional”, afirma o Diretor-geral da Nexity Portugal.

Questionado pela Lusa sobre as dificuldades que se poderão colocar nesta aposta em Portugal em plena crise provocada pela pandemia de covid-19, Fernando Vasco Costa considerou tratar-se de “uma altura de grande desafio”, que a promotora encara “também como uma oportunidade”.

“Sabemos das dificuldades que poderão vir a surgir nestes próximos tempos, mas também sabemos da crise que há ao nível do acesso à habitação, por isso parar não seria útil para ninguém. Temos este objetivo de responder à procura de habitação e pensamos que irá continuar a haver mercado. Poderá não ser com a mesma velocidade de compras e de vendas, mas pensamos que o mercado está cá e que o desafio se mantém”, sustentou.

Relativamente à evolução dos preços da habitação no atual contexto de crise, o responsável da Nexity Portugal afirma que, “com a falta de oferta que há no mercado, ainda se está para perceber o que vai acontecer”.

“Há preços que têm alguma elasticidade – desde o princípio do ano já andávamos a notar uma correção, principalmente no mercado de segunda mão, que estava com ofertas de valores muito altos -, mas no mercado de habitação nova sentimos que os preços em que estamos a apostar são e continuarão a ser bastante competitivos”, disse.

Já relativamente ao impacto da quebra no setor do turismo, a Nexity acredita que não será diretamente afetada, uma vez que a sua oferta “não se destina ao mercado turístico”.

“Sabemos que, por vezes, aparecem investidores que depois arrendam a turistas, mas as nossas localizações não são num mercado preferencialmente turístico”, disse Fernando Vasco Costa.

Esta nova aposta da Nexity em Portugal acontece mais de 10 anos depois de a promotora ter saído do país, em 2008, após ter construído (e vendido) o empreendimento comercial Amoreiras Plaza, em Lisboa.

 

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