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Para responder a uma pergunta do Deputado Carlos Gonçalves (PSD) eleito pelo círculo eleitoral da Europa, o Ministério dos Negócios Estrangeiros divulgou enfim a lista completa dos órgãos de comunicação social da diáspora que beneficiaram do programa especial de aquisição de publicidade institucional. A rádio Alfa de Paris recebeu 40 dos 200 mil euros que o Estado disponibilizou para este programa que tinha como objetivo ajudar os órgãos de comunicação social que sofreram um impacto negativo por causa da pandemia de Covid-19, o que representa certamente um grande reconhecimento do Estado português pela estação portuguesa de Paris.

Berta Nunes tinha anunciado numa audição que decorreu na Comissão de Negócios Estrangeiros e Comunidades Portuguesas, que este apoio aos órgãos de comunicação social na diáspora, serve para minimizar o impacto da pandemia desses órgãos que atravessam grandes dificuldades e correm mesmo o risco de encerrar. São apoios semelhantes aos destinados à comunicação social em Portugal, no valor de 15 milhões de euros, mas fazem parte de um programa específico, no valor de 200 mil euros.

Berta Nunes tinha anunciado os critérios: os órgãos de comunicação social terão de existir há mais de dois anos, terem sede nos países onde trabalham com a Comunidade, serem em português (pelo menos 50%) ou bilingue e tratarem temas do interesse geral da Comunidade, promovendo a ligação à Comunidade e a Portugal.

Para França, a Rádio Alfa recebeu 40.000 euros, o LusoJornal recebeu 9.500 euros, para a Rádio Arc en Ciel de Orléans foram 8.500 euros, para a Lusopress foram 6.500 euros, para o jornal Português Vivo foram 4.500 euros, para o jornal Portugal Sempre foram 3.500 euros e para a associação Cap Magellan foram 2.500 euros.

A Rádio Alfa recebe, de longe, a maior parte do apoio. Depois do apoio de 40.000 euros para a rádio franco-portuguesa de Paris, o montante mais importante é de 13.500 euros para o MDC group, no Canadá.

Da lista divulgada, o jornal O Século de Joanesburgo não aceitou os 2.500 euros de compra de publicidade institucional, tão pouco era o apoio face às dificuldades com as quais o órgão se bate.

Segundo a agência Lusa, a Secretária de Estado já tinha reconhecido que estes órgãos de comunicação social necessitam de mais apoios, mas sublinhou que esta ajuda visa agora impedir o seu fecho, admitindo que outras medidas poderão ser equacionadas no futuro.

Por enquanto desconhecem-se os outros apoios que a Secretaria de Estado pretende dar aos órgãos de comunicação social portugueses no estrangeiro.

 

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