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A Fundação AEP, criada pela Associação Empresarial de Portugal (AEP), lançou recentemente a Rede Global da Diáspora, “uma plataforma digital que pretende unir as empresas e os Portugueses que estão espalhados pelo mundo” como diz o Presidente da AEP Luís Miguel Ribeiro.

“Este projeto consiste em valorizar o maior ativo que Portugal tem, que são os Portugueses que procuraram a sua oportunidade em outros cantos do mundo. Só por si, estes Portugueses merecem uma atenção especial porque são pessoas que não se resignaram às dificuldades ou à falta de oportunidades no seu país e foram para outros países à procura da sua oportunidade de poder mostrar aquilo que fazem, de terem melhores condições de vida e com isso contribuir para enriquecer o nosso país” disse Luís Miguel Ribeiro numa “entrevista live” ao LusoJornal, que pode ver no fim deste texto.

O projeto surge no seguimento de uma outra ação da Fundação AEP, designado “Regresso de uma geração preparada”, um projeto que pretendia voltar a levar para Portugal os Portugueses mais qualificados em termos académicos.

A Rede Global da Diáspora quer ser “a maior plataforma que existe na diáspora portuguesa” e Luís Miguel Ribeiro diz que tem o apoio da Secretaria de Estado das Comunidades e da AICEP.

“Este novo contexto que o mundo está a viver, mostra que, mais do que nunca, faz sentido esta Rede Global da Diáspora. Faz sentido porque traz novas oportunidades às empresas portuguesas de menor dimensão, mas que têm produtos e serviços com capacidade e com inovação para serem exportados para outras partes do mundo e nada melhor do que serem os próprios Portugueses que estão pelo mundo a serem os embaixadores desses mesmos serviços e produtos, destas empresas” diz o Presidente da AEP. “Por outro lado, Portugal precisa e vai continuar a precisar de captar investimento para o nosso país, nós sabemos – pelas missões empresariais que fazemos todas as semanas por todo o mundo – que há Portugueses que emigraram, que foram muito bem sucedidos, à custa da sua capacidade e daquilo que é o ADN português, e conseguiram vencer, criar novas condições, têm capital disponível para poder investir no seu país, mas por vezes falta informação, falta um acompanhamento para podermos trazer para Portugal, não só as pessoas com essa vontade, mas sobretudo também a capacidade de investir, de modernizar, de investir também no desenvolvimento das suas terras de origem, que muito dizem às pessoas que emigraram”.

Na Rede Global da Diáspora podem inscrever-se pessoas individuais e empresas. “Há um denominador comum que interessa valorizar que é Portugal”. E Luís Miguel Ribeiro dá o exemplo de um Português que se desloque a Paris. “Nesta plataforma fica a saber os sítios onde pode comprar produtos portugueses, onde pode tomar um café português, onde tem um restaurante com produtos portugueses… e a mesma coisa em Nova Iorque, no Canadá ou em qualquer outro sítio do mundo”.

Luís Miguel Ribeiro diz ser ambicioso e gostava de chegar a todos os Portugueses espalhados pelo mundo. “Isso seria o ideal. Nós não temos nem mínimo, nem máximo, mas temos uma ambição: que esta plataforma possa unir cada vez mais os Portugueses”.

O Presidente da AEP considera que a marca Portugal é hoje reconhecida a nível internacional, mas o contexto económico também contribuiu para a necessidade de criar esta plataforma. “É verdade que nós, muitas vezes, somos forçados a procurar soluções quando as situações mais difíceis nos batem à porta” diz Luís Miguel Ribeiro.

“Há muitos anos que os Portugueses espalhados pelo mundo são nossos embaixadores, permitiram que muitos negócios se fizessem nos países para onde emigraram. Essas coisas já acontecem há muitos anos” disse ao LusoJornal. “Não acontecem é de uma forma tão organizada, tão estruturada, como hoje acontece”.

Neste momento, a plataforma já tem cerca de 3.000 inscritos em 154 países diferentes, mas o Presidente da AEP considera que “a partir de um momento isto vai escalar, porque uns vão passando a informação aos outros”. Para já considera pouco, mas a pandemia de Covid-19 veio travar as ações que estavam previstas para 8 países escolhidos “onde estão as maiores Comunidades portuguesas” e uma delas era a França. “Se essas operações tivessem acontecido, teríamos já muitos mais inscritos”.

A Fundação AEP foi criada há uma dezena de anos pela Associação Empresarial de Portugal, que já tem 170 anos e mais de 1.850 associados. Nasceu como Associação Industrial do Porto, onde hoje ainda tem a sua sede, “onde está o motor da indústria e da economia de Portugal”, afirma orgulhosamente Luís Miguel Ribeiro. “É a maior associação empresarial em Portugal, é a associação mais prestigiada e mais reconhecida do país”.

A Fundação foi criada inicialmente para gerir o património da AEP – o que acabou por não acontecer – e passou a assumir um papel de responsabilidade social, nos quais se encaixa esta Rede Global da Diáspora.

 

 

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