Saúde: Que cuidados devemos ter com o soutien

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A mama é constituída por pele, tecido adiposo e tecido glandular situando-se na face anterior do tórax. A sustentação da mama bem como a manutenção da sua forma depende grandemente dos ligamentos de Cooper que são estruturas fibrosas que se estendem da fáscia pré peitoral à pele. Não existe, portanto, nenhuma estrutura de suporte ativo da mama, ou seja, não há músculos que ajudem a manter a forma e a posição das mamas.

Outro ponto a considerar é o tamanho da mama. Esta pode ser tão pequena que praticamente não se projete para fora do plano do tórax até mamas gigantes com vários quilos de peso.

É obvio que o stress sobre forma da mama (em que o mamilo deve estar acima do sulco sub-mamário) bem como o desconforto causado nos ombros e coluna cervical entre outros varia imenso com o peso da mama.

O nome soutien é importado do francês e quer dizer suporte, sustentação.

Assim, e excluindo considerações culturais e de etiqueta social o uso de soutien numa mama muito pequena pode ser indiferente, mas em mamas médias ou maiores funciona como suporte, aliviando a tensão nos meios de suporte intrínsecos da mama. Isto é sobretudo verdade quando se faz desporto em que as oscilações causam aumento pronunciado da força exercida sobre os tecidos.

Se queremos ter uma sustentação eficaz da mama como é o caso da atividade desportiva ou o pós-operatório de cirurgia mamaria devemos usar soutiens com uma boa capacidade de sustentação elástica, alças largas para não magoar os ombros e com uma caixa bem adaptada para conter uniformemente toda a mama. Em qualquer outra situação todos os outros tipos de soutien servem desde que a utilizadora se sinta confortável. Durante a noite quando se está deitado não há necessidade de usar soutien uma vez que a ação da gravidade está anulada. No entanto no pós-operatório de cirurgia mamária normalmente é recomendado o uso de soutien dia e noite nas primeiras 4 semanas.

Infelizmente, o uso sistemático de soutien não previne a ptose mamaria (mamas caídas) não se sabendo inclusivamente qual é a sua eficácia real.

Dr. Rui Leitão

Cirurgião plástico

Clínica Fisiogaspar

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LusoJornal