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Neste sábado, dia 1° de maio, a Secção do PS de Paris-Île-de-France reuniu-se em videoconferência com o Deputado Paulo Pisco para abordar temáticas variadas como por exemplo “a situação política em Portugal, mais particularmente a gestão da pandemia, as medidas que foram ou serão tomadas pelo Governo para as Comunidades portuguesas no estrangeiro durante a crise sanitária, como a ajuda às associações ou o funcionamento dos Consulados”, assim como a organização do próximo Congresso do mês de julho.

“A Secção congratula o Governo pela boa gestão da pandemia em Portugal conseguindo sair do estado de emergência muito antes de certos países europeus e pela vasta campanha de vacinação. Um terço da população já foi vacinada!” diz ao LusoJornal António Oliveira, Secretário-Coordenador da Secção do PS português de Paris-Île-de-France.

Mas o que preocupa a maioria dos Portugueses que vivem no estrangeiro é a possibilidade de poder ir a Portugal sem passar pela quarentena. Atualmente exige-se para quem entre em Portugal, indo de França, um teste PCR e a quarentena durante 14 dias. “Embora não seja fácil, os militantes presentes compreendem esta situação só que não compreendem é quando se é exigido de fazer a quarentena quando já se tem as duas vacinas! A Secção pede ao Governo de rever esta situação e de moderar as exigências neste caso”. Os Socialistas portugueses de Paris querem também que haja uma harmonização a nível europeu.

Em termos políticos, os militantes do PS tentaram analisar os resultados elevados do Chega no estrangeiro e mais particularmente em França nas últimas eleições presidenciais. “Provavelmente que a situação judiciária que se arrasta há anos para certos políticos ou a situação de banqueiros corruptos responsáveis pela falência de bancos que permanecem impunidos seja em parte uma explicação desse voto quando se sabe que muitos emigrantes ficaram sem as economias mas esta situação é, em Portugal como em qualquer democracia, da responsabilidade da justiça. Que o Governo tente reformar a justiça para que os prazos sejam menos longos é um voto dos militantes. Todavia, o que não se compreende é quando os emigrantes votam por alguém que tem um discurso simplista, populista e extremista, que tem solução para tudo sobretudo quando se está na oposição e que se culpabilize os estrangeiros ou os que estão marginalizados na sociedade como os ciganos como responsáveis por tudo que vai mal no país” afirma António Oliveira. “Como é que os Portugueses que vivem em França, muitos que foram obrigados a saírem devido à ditadura de Salazar e que foram marginalizados em França vivendo nas piores condições nos bairros da lata e sendo vítimas de racismo, venham a votar no Chega? Mas mais preocupante são os jovens que votam no Chega porque ignoram o que foi a ditadura em Portugal ou a situação na qual viveram os avós ou os pais em França! O discurso do Chega deve ser desmontado porque é um discurso falacioso!”.

Quanto às associações, os militantes da Secção socialista de Paris consideram que a situação “é dramática” para muitas “e talvez algumas venham a fechar por falta de apoios”.

António Oliveira explica que “as associações que receberam apoios este ano do Consulado, da DGACCP, foram em grande parte aquelas que têm assalariados para preencherem os dossiês bastante complexos. Pede-se à Secretária do Estado para a Comunidades de rever esta situação. Com a pandemia também possa ser uma oportunidade para as associações de rever o seu tipo de funcionamento e de imaginar outras formas de associativismo”.

Os Socialistas falaram também dos Postos consulares. “A situação da pandemia obriga a um regulamento das marcações mais limitadas, no entanto, medidas foram tomadas para facilitar a vida dos utentes como o prolongamento excecionalmente da validade dos Cartões de Cidadão, certidões e outros documentos, caducados após 24 de fevereiro de 2020 até 31 de dezembro de 2021 assim como o envio dos Cartões de Cidadão pelo correio. Deve-se reconhecer que os Consulados foram fortemente modernizados sob os mandatos de António Costa” garante o Secretário Coordenador da Secção ao LusoJornal.

O próximo Congresso do Partido Socialista está agendado para o dia 10 de julho, de forma “descentralizada”. Os Delegados serão repartidos por vários sítios do país. António Oliveira garante que a Secção do PS de Paris-Île-de-France estará representada “para apresentar várias propostas em benefício das Comunidades portuguesas residentes no estrangeiro”.

 

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