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A Secção do Partido Socialista de Paris-Île-de-France reuniu-se no sábado passado, dia 26 de setembro, em Paris, para falar das próximas eleições presidenciais de janeiro 2021 e preparar o Congresso do PS adiado também para 2021.

Num comunicado assinado pelo Secretário Coordenador da Secção, António Oliveira, os militantes socialistas desta Secção reconhecem “o mérito, as competências e o valor indiscutível” da candidata socialista Ana Gomes. “Outros candidatos do Partido Socialista podem ou não surgir ainda. A Secção fica à espera da posição oficial do PS que será provavelmente tomada durante uma próxima Comissão nacional”.

Mas desde já deixam de fora a hipótese de um apelo ao voto no atual Presidente da República “como se tem ouvido aqui ou ali. Seria um erro político tomar essa decisão, mas os membros presentes estão convictos que isso não virá a acontecer”.

Quanto à preparação do Congresso do Partido, que esteve previsto para Portimão e que foi adiado para 2021, “os militantes da Secção têm como projeto apresentar um documento ligado à problemática das Comunidades no estrangeiro, mais precisamente na Europa e em França” diz o comunicado enviado ao LusoJornal.

Esta Secção do PS espera que o número de Deputados eleitos pela emigração passe de 4 para 10, criando 5 círculos fora de Portugal – América do Norte, América do Sul, Europa, África e Ásia. “Não se compreende como um Deputado, por muito dinâmico que seja, possa ocupar-se seriamente das Comunidades portuguesas que vão do Canadá, passando pelos Estados Unidos, Brasil, África lusófona, África do Sul, Macau, Timor” diz o comunicado assinado por António Oliveira, Secretário-Coordenador da Secção do PS português de Paris-Île-de-France.

“O Partido Socialista deu um grande passo ao tornar as inscrições automáticas no estrangeiro. Em 2019, nas últimas eleições legislativas, 1 milhão e 400 mil já podiam votar. Esperava-se 10% dos inscritos, mas os resultados foram além das expectativas, mas são ainda insuficientes e uma reflexão deve ser feita para saber como levar os nossos compatriotas a votar” lê-se no comunicado socialista, que volta a defender o voto eletrónico.

Os membros da Secção abordaram ainda a questão do ensino da língua portuguesa e dizem que “os Acordos bilaterais entre Portugal e a França devem ser cumpridos. O ensino da língua portuguesa deve ser dado no Ensino oficial, nas escolas e não no meio associativo ou somente se não houver outra alternativa”.

Sobre a “Promoção e Divulgação das Artes e das Letras”, apesar de já existir em França um Conselheiro Cultural na Embaixada de Portugal, o comunicado diz que “Portugal deve enviar um Adido cultural para promover a cultura portuguesa no estrangeiro e sobretudo pôr os meios suficientes. Um trabalho deve ser feito sobre a imagem estereotipada e por vezes retrógrada e depreciativa que o país tem dos Portugueses no estrangeiro. Parar com a clivagem entre uma cultura elitista reservada a uma pequena minoria e a cultura popularucha para a maioria que só gosta de pimbalhada como pensam os bem-pensantes”!

Num outro ponto evocado no comunicado os Socialistas de Paris dizem que “com o envelhecimento da Comunidade e o regresso a Portugal, o país deve preparar o acolhimento facilitando os procedimentos administrativos”.

Os militantes da Secção elaboraram e “vão ainda aperfeiçoar” o documento que querem apresentar no Congresso do Partido “porque uma única coisa os anima, a defesa dos direitos dos 5 milhões de Portugueses residentes no estrangeiro, que nem sempre são tratados e considerados como devem ser”.

E anunciam que o documento vai abordar outras temáticas, como por exemplo a Juventude e o Desporto, as Interações profissionais com Portugal, a Comunicação social, a Fiscalidade e a Democracia pós-Covid.

 

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